quinta-feira, 31 de março de 2011

“Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro este risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambientes, como lamentavelmente é o teu”.

Declaração do deputado Jair Bolsonaro ao ser questionado por Preta Gil, em programa de televisão, a respeito do que ele faria caso seu filho se apaixonasse por uma negra. O deputado posteriormente alegou, através de nota oficial, que “a resposta dada deve-se a errado entendimento da pergunta — percebida, equivocadamente, como questionamento a eventual namoro de meu filho com um gay”.

Comentário do Blog: Bolsonaro, oriundo do Exército Brasileiro, deputado do PP, se reelegeu com 120.646 votos na última eleição. Ele deve fazer sucesso com frases e pensamentos deste jaez em redutos da extrema direita.

Leia MAIS.

A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE


Investimento em energias limpas bate recorde em 2010

O Brasil ocupa o sexto lugar na lista de países que mais investem em energias limpas, segundo informa o relatório Who’s Winning the Clean Energy Race? (Quem está vencendo a corrida pela energia limpa?, em tradução livre), publicado pela organização não governamental norte-americana Pew Charitable Trusts.

Com investimento U$ 7,6 bilhões, o Brasil avançou uma posição em relação a 2009. Segundo o estudo, do total investido, 40% foram destinados aos biocombustíveis, 31% para a energia eólica e 28% para outras fontes.

O relatório mostra que os investimentos em energias limpas no mundo cresceram 30% no ano passado e alcançaram cifras de US$ 243 bilhões, um recorde histórico.

Depois de um período de forte abalo em virtude da crise financeira em 2009, os países voltaram a direcionar mais recursos no desenvolvimento de energias verdes. No ranking dos países que mais receberam recursos, o destaque vai para a China que direcionou US$ 54,4 bilhões, o correspondente a um quinto de todos os recursos encaminhados para as fontes renováveis.B

Brasil

Na avaliação do professor de planejamento energético Roberto Schaeffer, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os números variam conforme são feitos os cálculos, pois “não está claro se o estudo inclui a energia gerada a partir de hidrelétricas como limpas”.

Cerca de 90% da energia no país provém de hidrelétricas, segundo Schaeffer, e, ainda assim, não representa mais do que um terço do potencial energético dos rios.

“Depende com se faz a conta, se incluir a hidreletricidade, de fato, o Brasil deve investir cerca de US$  5 bilhões por ano”.

O Brasil também ocupa a sexta posição na previsão de crescimento para os próximos cinco anos. Entre as energias limpas, a produção de etanol se destaca com a previsão de produção de 36 bilhões de litros, a geração elétrica com biomassa de 8.000MW, e as pequenas centrais hidroelétricas com 5.000 MW.

As principais metas indicadas pelo estudo são a geração de 1.805 MW através de fontes eólicas até 2012 e o aumento do uso de biodiesel. No quesito biocombustíveis, Schaeffer afirma que existem hoje muitas destilarias de álcool sendo construídas, por isso tem sido foco de mais investimentos.

Energia eólica

Em relação à energia eólica, o setor não recebeu mais do que 2 bilhões de dólares de investimentos em 2010, garante Schaeffer. “É pouco se comparado à China, Estados Unidos ou Alemanha. O Brasil mal está começando a desenvolver a energia eólica. Mas de uma base pequena, já está crescendo”, considerou o especialista o referir que, atualmente, o país já tem instalados mil Megawatts e estão em construção outros três mil Megawatts.

“É o país que relativamente investe bem mais em energia eólica. O potencial eólico é enorme na nossa costa, especialmente no Nordeste brasileiro que é muito favorável. Pela primeira vez em 2010, a energia eólica deixou de ser cara no Brasil. Ela já é comercial ou está muito próxima de ser”.

A eólica é ainda mais competitiva até mesmo em relação à energia nuclear, a termelétrica a carvão ou a gás, argumentou Schaeffer. “O futuro da eólica no Brasil é brilhante”, destacou.

Países do G20 são os que mais investem

Segundo o documento da ONG norte-americana, 90% de todos os investimentos em energia limpa foram para países do G20. A União Europeia, se considerada como um único destino, ocupa o primeiro lugar com US$ 94 bilhões. A Alemanha e a Itália aparecem como os grandes destaques na Europa, com recursos da ordem de US$ 41,2 bilhões e US$ 13,9 bilhões, respectivamente.

Mas ainda entre os europeus, o Reino Unido apresentou uma expressiva queda saindo de terceiro lugar no ranking em 2009 para 13º no ano passado, tendo direcionado US$ 3,3 bilhões. Uma das razões apontadas pelo relatório é que os projetos eólicos offshore em 2009 teriam valorizado e superestimado a posição britânica.

A União Europeia, tida como um único destino, aparece numa posição da vanguarda e liderança no que se refere às energias renováveis e pode perder a dianteira apenas para a China, que tem apresentado um crescimento acelerado neste quesito. A Ásia poderá assumir em poucos anos o papel de maior receptor de investimentos.

Contudo, é preciso analisar os números da China com cautela, atentou Roberto Schaeffer. “É preciso ver que a China investe em carvão muito mais que U$ 100 ou U$ 200 bilhões. Sem tirar o mérito, os números na China são sempre muito grandes e podem ser enganosos”, afirmou.

Ainda segundo o estudo, os Estados Unidos caíram uma posição em relação ao ano anterior e ficaram em terceiro lugar, atrás da Alemanha, com cerca de US$ 34 bilhões. Esta queda pode ser entendida pela não aprovação da lei energética pelo Congresso em 2010, o que pode ter desestimulado os investidores. O crescimento alemão e chinês, aponta o relatório, provém de políticas públicas e de incentivo, o que não ocorreu no caso norte-americano.

Autor: Fabíola Ortiz
Fonte: UOL - Ciência e Saúde, via SisSaúde.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Lacerda quer 'padrão de iniciativa privada' no Incra


Por João Domingos

A presidente Dilma Rousseff orientou o novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Celso Lacerda, a mudar a gestão da autarquia, com ênfase para resultados e menos burocracia. Isso ficou claro no discurso de posse de Lacerda, hoje, em Brasília.

"No governo Lula, começamos a melhorar", disse Lacerda. "No governo Dilma, vamos qualificar a gestão do Incra, nos padrões da iniciativa privada, com gastos cada vez menores e produtividade cada vez maior". Ele afirmou que recebeu a determinação da presidente quando foi convidado a assumir a presidência do Incra.

Leia o texto integral AQUI.

Parecer do Blog: VARIG, General Foods, Pan Am, Enron, American Motors, Vasp, Transbrasil, Mappin, etc, são alguns exemplos de gestão privada. GM, Ford, etc, só não quebraram porque o governo botou dinheiro do povo no processo de recuperação. Muuuuuito dinheiro. Esse papo de que gestão privada é modelo para a gestão pública parece coisa de gente que não sabe do que está falando.

Militares lançam nota sobre golpe


Sem referência direta à decisão do Exército de retirar a comemoração do 31 de março de 1964 de seu calendário oficial, os presidentes dos clubes Militar, Naval e de Aeronáutica divulgaram ontem uma nota conjunta para lembrar os 47 anos do movimento que tirou do poder o presidente João Goulart e deu início ao regime militar que durou até 1985.

"Os clubes militares (...) homenageiam, nesta data, os integrantes das Forças Armadas da época que, com sua pronta ação, impediram a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial indesejado pela nação brasileira", diz a nota.

Parecer do Blog: Muito boa essa. Sob pretexto de ameaça de um fantasioso possível regime ditatorial os militares implantaram uma ditadura que torturou, matou e escondeu corpos, dentre outras atrocidades.

Fonte: Correio do Povo  

terça-feira, 29 de março de 2011

Tras la visita de Obama, volvió Lula

Ponto de vista de partidos conservadores.

Mientras los partidos conservadores machacan en la tesis de que el ex mandatario se distanció de su sucesora en escarmiento por su aproximación a Washington, el ex presidente y la actual mandataria reafirman su cercanía.

Por Darío Pignotti
Desde Brasilia, para Página/12
  Lula vuelve (o volvió). Desde su ausencia al almuerzo ofrecido por la presidenta brasileña Dilma Rousseff a Barack Obama, hace una semana, los partidos conservadores machacan en la tesis de que el ex mandatario se distanció de su sucesora en escarmiento por su aproximación a Washington.

“No apuesten en eso (ruptura con Lula), porque van a perder la apuesta. ¿Saben a dónde voy el 30 de marzo? Voy a Portugal con Lula”, comentó despreocupadamente la primera mandataria brasileña, ante un grupo de cineastas y periodistas en la residencia oficial, donde este mes, el de la mujer, fueron recibidas varias personalidades femeninas, publicó ayer Folha de Sao Paulo.

Dilma se refería al primer encuentro internacional, desde el inicio de su mandato en enero, que compartirá con su mentor político en la Universidad Coimbra, donde Lula recibirá un doctorado honoris causa.

Lula refrendó los dichos de su correligionaria. “No existe la hipótesis sobre divergencias entre Dilma y yo. Porque cuando las divergencias existan, ella tendrá la razón”, aseguró desde Portugal, mientras en Londres esta semana se anunciará el ganador del premio internacional otorgado por la Fundación Gorbachov, en el que el ex presidente es uno de los ternados.

Excitados por el impacto de la cumbre Dilma-Obama, del sábado 19 de marzo, algunos analistas de derechas incurrieron en tesis exorbitantes, como suponer que el nuevo gobierno arrasará con el legado diplomático de Lula y restablecerá, sin más, la primavera política entre Washington y Brasilia vivida bajo la presidencia de Fernando Henrique Cardoso, quien sí participó del banquete ofrecido al visitante norteamericano.

Y un grupo pequeño, los más alocados, entre los que se cuentan ciertos voceros del agronegocio, hasta habla de resucitar el ALCA, que en paz descansa desde 2005, cuando fue enterrado por Lula, Kirchner y Chávez.

Por tanto, asegurar que Rousseff acabará por completo con los postulados diplomáticos que rigieron entre 2003 y 2010 suena desproporcionado, pero hay que decir que es ciego no ver alguna señal de descontento en el plato que Lula dejó vacío durante el banquete ofrecido en el Palacio Itamaraty, sede de la Cancillería.

Más, este cronista percibió un sutil descontento hacia algunas iniciativas de política externa de Dilma un mes y medio atrás, en el Partido de los Trabajadores –en esos días avanzaban las negociaciones para la visita de Obama– durante el evento que marcó el regreso a la política local de Lula, 40 días después de haber concluido su presidencia.

El segundo retorno de Lula, ahora en el plano internacional y con la pompa propia de una universidad portuguesa de siete siglos, puede deparar efectos políticos colaterales, algo que también dejó la visita de Obama.

El más evidente de ellos fue observado cuatro días después de que Obama abandonó Río de Janeiro, cuando Brasil votó en la ONU junto a Estados Unidos, por la creación de un relator sobre derechos humanos en Irán, dando un giro respecto de los lineamientos que marcaron la relación Teherán-Brasilia hasta el año pasado.

Acto seguido el Parlamento iraní acusó a Estados Unidos de presionar al Palacio del Planalto a través de una declaración plena de ataques al gobierno de Obama y vacía de cuestionamientos a Rousseff.

Cabe imaginar que Teherán haga gambetas para evitar choques con Brasil buscando preservar el diálogo construido en los años de Lula, cuya influencia en el gobierno de Rousseff y el PT están fuera de duda. De allí que la vuelta al ruedo internacional de Lula sea un dato crucial de la política externa brasileña, al tiempo que se hicieron notorios los encontronazos entre el ex canciller Celso Amorim, calificado como “antinorteamericano” por auxiliares de Hillary Clinton (Wikipedia dixit), y el actual jefe de Itarmaraty, Antonio Patriota, visto amigablemente desde el Norte.

La agenda externa de Lula podrá ser equiparable a las gestiones internacionales que llevó adelante el ex presidente Kirchner, o las que sigue realizando Bill Clinton. A veces oficiosas, pero jamás en colisión con la Casa Rosada y Blanca.

Tampoco se descarta que desempeñe algún cargo formal, según un trascendido, el ex presidente podría ser nombrado embajador especial para Africa, y su nombre fue barajado como eventual negociador en Libia.

En las últimas semanas no dejó de tender puentes hacia el mundo árabe. Lula visitó Qatar, donde abogó por estrechar los lazos entre Medio Oriente y Brasil, tras lo cual ofreció una conferencia ante la populosa y poderosa comunidad árabe de San Pablo, que lo escuchó deplorar los ataques occidentales contra Libia e instar a una solución negociada.

Prueba de que su jubilación política está lejos, y su retorno fue más temprano de lo esperado, tampoco descuidó la agenda sudamericana: luego de visitar Paraguay el viernes pasado desembarcó en Uruguay donde despotricó contra el “imperialismo” y aseguró que Brasil no ambiciona ninguna hegemonía.

segunda-feira, 28 de março de 2011

DELÍRIO

Mulher que foi isolada em uma instalação improvisada para pessoas com altos níveis de radiação observa cão através de vidro em Nihonmatsu, norte do Japão (foto de Yuriko Nakao/ Reuters)

Ontem, domingo, a Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora das usinas de Fukushima, havia informado que a radioatividade no local ultrapassa em dez milhões de vezes o normal.

Mais tarde, corrigiu a informação, salientando que o valor superaria em "apenas" 100 mil vezes o normal.

Beleza. Todos ficam, então, muito mais tranquilos.

Sobre este tema informe-se AQUI.

PIADA PRONTA

EUA desenvolvem "botão de pânico" para celulares de ativistas


Por Andew Quinn

WASHINGTON (Reuters) - Algum dia, num futuro próximo, quando defensores da democracia tiverem seus celulares confiscados pela polícia, eles poderão apertar o "botão de pânico" --um aplicativo especial que irá apagar a agenda de contatos e emitir alertas de emergência para outros ativistas.

O botão de pânico é uma das novas tecnologias que o Departamento de Estado norte-americano está promovendo para equipar ativistas pró-democracia em países desde o Oriente Médio até a China, com ferramentas para combater governos repressores.

"Estamos tentando fazer com que isso não fique muito conhecido, pois muitas das pessoas com quem trabalhamos operam em ambientes bastante sensíveis", afirmou Michael Posner, assistente da secretaria de Estado para direitos humanos e trabalhistas.

A iniciativa tecnológica dos Estados Unidos é parte da estratégia da secretária de Estado do país, Hillary Clinton, de expandir a liberdade na Internet, ressaltando o papel importante que recursos online como o Twitter e o Facebook têm em alimentar movimentos democráticos no Irã, Egito, Tunísia e outros locais.

Os Estados Unidos já investiram cerca de 50 milhões de dólares desde 2008 para promover novas tecnologias para ativistas. O foco tem sido em tecnologias que possam ajudá-los a trabalhar mesmo com firewalls impostos pelo governo e no oferecimento de novas estratégias para proteger sua própria comunicação e dados da intrusão do governo.

Parecer do Blog: Onde se lê "defensores da democracia" pode ser lido "espiões da CIA"?


(eu.fe.mis.mo)
sm.
1. Ling. Figura de linguagem baseada na substituição de palavra ou expressão que possa ter sentido triste, grosseiro, ou seja apenas desagradável, por outra de sentido mais suave ou conveniente (p.ex.: traseiro no lugar de bunda, esguio no lugar de magro, descuidado no lugar de irresponsável etc.)
2. Palavra us. como eufemismo: Usou o eufemismo 'forte' para não chamá-la de 'gorda'.
[F.: Do gr. euphemismós, pelo lat. euphemismus e pelo fr. euphémisme.]

domingo, 27 de março de 2011

ÁGUAS DE MARÇO: CHOVE EM PORTO ALEGRE

A energia nuclear não é necessária, limpa ou segura

Foto tirada em Chernobyl, após o desastre.
Artigo de Kumi Naidoo, do The International Herald Tribune (via Itamaraty)

Doze dias não foram suficientes para compreender a magnitude das catástrofes que se abateram sobre o Japão a partir de 11 de março. Das crianças que perderam seus pais nos desmoronamentos do terremoto, àqueles cujos entes queridos ainda estão desaparecidos após o tsunami, à grande quantidade de trabalhadores que arriscam sua saúde tentando estabilizar o complexo nuclear de Fukushima - há um sem fim de histórias trágicas.

Mas, além do sentimento de pesar e empatia pelo povo japonês, estou começando a sentir uma outra forma de emoção, que é a raiva.

Enquanto aguardamos ansiosamente cada fragmento de notícia sobre os desdobramentos em Fukushima, esperando que os vazamentos de radiação sejam eliminados, o risco de novas catástrofes seja evitado e o povo japonês tenha um pesadelo a menos para lidar, governos de todo mundo continuam promovendo novos investimentos em energia nuclear. Apenas na semana passada, o governo de meu país, a África do Sul, anunciou que está acrescentando 9,6 mil megawatts de energia nuclear a seu novo plano energético.

Há dois pressupostos perigosos atualmente se exibindo como fatos em meio à crise nuclear no Japão. O primeiro é que a energia nuclear é segura. O segundo é que a energia nuclear é um elemento fundamental de um futuro com baixas emissões de carbono - necessário para evitar uma mudança climática catastrófica. Ambos são falsos. A tecnologia nuclear sempre será vulnerável a erros humanos, desastres naturais, falhas de projetos ou ataques terroristas. O que vemos em Fukushima são falhas dos sistemas. Os reatores resistiram ao terremoto e ao tsunami, mas os sistemas de resfriamento falharam. Quando os equipamentos elétricos de emergência também falharam, os reatores superaqueceram e isso acabou acarretando vazamentos de radiação. Esse é apenas um exemplo do que pode dar errado.

A energia nuclear é inerentemente insegura e a lista dos males possíveis resultantes da exposição à radiação concomitante é assustadora: mutações genéticas, defeitos de nascença, cânceres e distúrbios nos sistemas reprodutivo, imunológico, cardiovascular e endócrino.

Apesar de termos ouvido falar de Chernobyl e Three Mile Island, a indústria nuclear sempre quis nos fazer acreditar que esses foram casos isolados numa história quase impecável. Não é bem assim. Mais de 800 outros eventos significativos foram oficialmente reportados à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O argumento de que a energia nuclear é um componente necessário para um futuro livre de emissões de carbono também é falso. O Greenpeace e o Conselho Europeu de Energias Renováveis montaram em conjunto um estudo chamado Energy (R)evolution, que demonstra como a energia limpa é mais barata, mais saudável e traz resultados mais rápidos para o clima do que qualquer outra opção. Esse plano pede o desligamento progressivo dos reatores nucleares e uma moratória à construção de novos reatores comerciais.

Além disso, um cenário energético produzido pela AIEA salienta o fato de que a energia nuclear não reduz as emissões de gases causadores do efeito estufa. Mostra que embora a capacidade de energia nuclear existente possa ser quadruplicada até 2050, a proporção de energia que ela forneceria ainda ficaria abaixo de 10% em âmbito global. Isso reduziria as emissões de dióxido de carbono em menos de 4%. A mesma quantia de dinheiro investida em fontes de energia limpa e renovável poderia causar um impacto muito maior para reduzir o aquecimento global.

A energia nuclear é uma distração cara e mortífera às verdadeira soluções. As fontes de energia que dispensam combustíveis não geram conflitos internacionais, não "secam" e não vazam. Há investimentos iniciais a ser feitos, mas, com o tempo, o preço das energias renováveis declinarão à medida que a tecnologia evoluir e a competição do mercado derrubar os custos. Além disso, a aplicação sábia de um futuro verde, sem energia nuclear e fóssil, criará uma legião de empregos novos e seguros.

No momento em que organizações como o Greenpeace se unem ao Centro de Informação Nuclear dos Cidadãos do Japão num apelo ao governo japonês pela melhoria de planos de retirada e outras medidas protetoras para pessoas que ainda estão na zona de interdição de 30 km do entorno de Fukushima; que a questão da contaminação de alimentos e água continua crescendo; que comprimidos de iodo continuam sendo vendidos por todo o globo e pessoas em lugares tão distantes do Japão estão em alerta por "nuvens radioativas" - é imperativo que, como cidadãos, continuemos expressando oposição a novos investimentos em energia nuclear. Precisamos de uma revolução energética realmente limpa, já.

TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

sábado, 26 de março de 2011

Anistia que premia o colarinho branco


Bruno Titz Rezende e Milton Fornazari Junior

21/03/2011

O Projeto de Lei nº 354, de 2009, em trâmite no Senado Federal (desde 11 janeiro deste ano na Comissão de Assuntos Econômicos), tem como medida principal a extinção da punibilidade dos crimes contra a ordem tributária, evasão de divisas (e sua lavagem), descaminho, falsificação de documento, falsidade ideológica e sonegação previdenciária, em relação às pessoas que mantêm dinheiro no exterior sem declará-los no Brasil e sem o consequente e devido pagamento de impostos.

No caso de transformação do projeto em lei, a regularização se dará por meio da declaração das contas bancárias e bens à Receita Federal, sem a obrigação de retornar os valores ao Brasil, e, se das receitas e bens declarados resultar imposto a pagar, a pessoa gozará de uma tributação mais favorável do que aquela destinada aos demais cidadãos brasileiros. Pagará apenas quantias correspondentes entre 5% a 10% sobre o valor total declarado, dependendo do caso – no sistema ordinário elas chegam a 27,5%.

A remessa ilegal de dinheiro ao exterior (evasão de divisas) e a manutenção de valores no estrangeiro sem a devida declaração ao Banco Central são crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, com penas de reclusão de dois a seis anos e multa (art. 22 da Lei nº 7.492, de 1986).

No campo fiscal, a não declaração à Receita Federal enseja a autuação e a incidência da pena de dois a cinco anos de prisão, em caso do não pagamento do tributo (Lei nº 8.137, de 1990).

Além disso, a remessa ao exterior é uma técnica de lavagem de dinheiro que visa impedir o rastreamento do lucro obtido com o crime.

O PL é um retrocesso e vai contra a construção de uma sociedade livre e justa.

O fato de que parte dos recursos, ilegalmente mantidos no exterior, tenha sido remetida ao estrangeiro há décadas, não evoca a prescrição, ou seja, a impossibilidade de punição pelo crime de evasão de divisas em razão do tempo decorrido, uma vez que a manutenção ilegal de dinheiro no exterior é crime permanente – a sua consumação se prolonga no tempo e, por consequência, a prescrição começa a correr a partir do dia que cessar a permanência -, ou seja, apesar de não ser possível a aplicação de pena ao autor da evasão de divisas, ele ainda pode ser condenado pela manutenção do dinheiro não declarado no exterior.

Entretanto, aprovado o projeto, aqueles que optassem em declarar bens e valores ilegalmente mantidos no exterior, não responderiam pelos crimes contra a ordem tributária e aos delitos de evasão de divisas e sua correspondente lavagem, além dos crimes de descaminho, falsificação de documento público e particular, falsidade ideológica e sonegação de contribuições previdenciárias.

O projeto de lei impossibilita também a punição do crime de lavagem de dinheiro dos bens obtidos com a corrupção, o tráfico de drogas e armas e outros crimes diversos da sonegação tributária, ao não exigir prova de que o dinheiro no exterior tenha sido obtido anteriormente em razão de atividade lícita.

Dessa forma, ao efetuar a mera declaração dos bens, o criminoso não poderia mais ser punido e ainda receberia benefícios fiscais, pagando menos impostos que os cidadãos brasileiros que nunca enviaram recursos ilegalmente para o exterior.

Inequívoco que o projeto representa um retrocesso e vai de encontro com a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, como manda a Constituição Federal.

Além da questão moral de premiar aqueles que não cumprem as leis, violando o princípio da igualdade e difundindo no meio social a impressão de que no Brasil o crime compensa, permitirá a reintrodução no país de valores obtidos por meio do tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes financeiros.

Em muitos casos, a aplicação da própria lei possibilitará a lavagem de dinheiro ilícito, com o uso de “laranjas” e outros meios.

Os seus defensores alegam que alguns países já adotaram tal medida. Esquecem-se que outros não só não cederam a essa tentação, como optaram por desenvolver ações mais eficazes na repressão à evasão de divisas e têm com isso conseguido recuperar grandes quantias.

Nos EUA, p. ex., além do investimento em inteligência no FBI, há decisões judiciais que obrigam os bancos a fornecerem às autoridades os nomes de clientes que tenham contas em suas sedes/filiais em outros países, sob pena de pesada multa (caso United States VS. Bank of Nova Scotia, 740 F2d 817 – 11th Cir. 08/14/1984).

Ora, se há uma vontade legítima de que o Brasil atue como protagonista no cenário mundial, não seria mais adequado fortalecer e inovar os meios de recuperação de ativos mantidos ilegalmente no exterior, ao invés de ceder aos interesses de criminosos profissionais e de sonegadores contumazes?

Perguntamo-nos ainda: no Brasil o crime compensa? Aprovado o mencionado projeto, em relação aos crimes do colarinho branco, obteremos a resposta.

Bruno Titz Rezende e Milton Fornazari Junior são, respectivamente, delegado de Policia Federal, lotado na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros em São Paulo e mestrando em direito penal pela PUC-SP, delegado de Policia Federal, lotado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes em São Paulo e mestre em direito penal pela PUC-SP.


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(fonte: Boletim Informativo Valor On Line – Legislação & Tributos), via Club do Advogado.

O BRASIL NA VISÃO DOS NORTE-AMERICANOS



Parecer do Blog: A tradução e a qualidade das legendas não é das melhores, porém vale a pena parar 13 minutos para assistir a reportagem.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Classes sociais brasileiras


A classe C recebeu 19 milhões de brasileiros vindos da DE em 2010 e manteve o posto de maior do país, com mais de 101 milhões de pessoas, ou 53% da população total de 191,79 milhões, segundo o Observador 2011, pesquisa encomendada pela Cetelem BGN a Ipsos Public Affairs.

A segunda classe com maior número de brasileiros é a DE (com 47, 90 milhões), seguida pela AB (42,19 milhões).

O levantamento mostra ainda que 12 milhões de brasileiros alcançaram as classes AB no ano passado. Em 2005, as classes AB e C correspondiam a 49% da população. Em 2010, passaram a 74%.

Segundo a pesquisa, houve grande aumento da renda média mensal dos brasileiros de todas as classes e regiões, uma alta que se mostrou mais acentuada nas DE. A renda familiar média deste estrato ficou em R$ 809, valor 48,44% maior do que em 2005.

Os brasileiros da classe AB ficou em R$ 2.983 e da C em R$ 1.338. Os gastos dos brasileiros acompanharam o crescimento da renda.

No ano passado, os cidadãos gastaram em média R$ 165 a mais do que em 2009, totalizando R$ 1.231. Entre os principais gastos tiveram destaque prestação da moradia (R$ 367), pagamentos de crédito bancário (R$ 330), educação (R$ 274), empregada doméstico (R$ 232) e seguros (R$ 231).

Sobre perspectivas para 2011 a pesquisa aponta que 53% dos entrevistados acreditam que haverá aumento do consumo e 52% avaliam que haverá maior oferta de crédito para a população.

Affonso Ritter

terça-feira, 22 de março de 2011

MENINO NUCLEAR



Nuclear Boy, ou seja, o Menino Nuclear, é um menino doente com diarreia que ajuda a explicar às crianças o que aconteceu em Fukushima.

Perante a dificuldade de explicar aos mais pequenos o que se passa com a central nuclear japonesa, o artista Hachiya Kazuhiko criou este personagem que tal como o Menino Three Mile Island e o Menino Chernobyl está doente, mas não tão gravemente como eles estiveram.

No fim do desenho animado de 4 minutos, o Menino Nuclear vai recuperando aos poucos e irá ficar bom.

Uma forma simpática de explicar às crianças o problema do acidente nuclear japonês sem necessidade de recorrer à linguagem dos mass media, certamente demasiado complexa para os mais novos.

PSD, O "NOVO" PARTIDO



O Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, lançou oficialmente ontem seu novo partido, o PSD (Partido Social Democrático).

Ele declarou, no lançamento, que seu partido não será de direita nem de esquerda e apoiará a Presidenta Dilma e o Governador Alckmin, de São Paulo.

Kassab disse também querer contar, no seu novíssimo partido, com Kátia Abreu (também conhecida como Kátia Motosserra) e com Índio da Costa (candidato a Vice na chapa de Serra na última eleição).

Abaixo estão os três principais pontos do Estatuto do PSD:


Como todos sabem, e eu captei na Wikipedia, o existencialismo foi inspirado nas obras de Arthur Schopenhauer, Søren Kierkegaard, Fiódor Dostoiévski e nos filósofos alemães Friedrich Nietzsche, Edmund Husserl e Martin Heidegger, e foi particularmente popularizado em meados do século XX pelas obras do escritor e filósofo francês Jean-Paul Sartre e de sua companheira, a escritora e filósofa Simone de Beauvoir. Os mais importantes princípios do movimento são expostos no livro de Sartre "L'Existentialisme est un humanisme" ("O existencialismo é um humanismo"). O termo existencialismo foi adotado apesar de existência filosófica ter sido usado inicialmente por Karl Jaspers, da mesma tradição.

Ou seja, finalmente teremos um partido que tem como um dos três principais objetivos fazer essa importante transição, do existencialismo para o pós-existencialismo.

Tudo a ver com os dois outros pontos principais do seu Estatuto.

segunda-feira, 21 de março de 2011

A ROSA DE HIROSHIMA

O prisioneiro Bradley Manning

Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil

Soldado americano. Pai, idem. Mãe do País de Gales. 23 anos. 1,57 de altura. Fosse na Brasil teria o apelido de “Tampinha”. Mas é e foi nos Estados Unidos da América do Norte.

Vocês conhecem. Aquele do Obama no Municipal no Rio, no Iraque, no Afeganistão e na prisão de Guantánamo, que ele prometeu fechar e não fechou. Obama não é uma pessoa coerente. Obama nesses seus anos de mandato não tem uma única frase ou feito memorável. O mesmo não acontece com o soldado Bradley Manning.

Bradley Manning está preso desde maio do ano passado em condições dignas daquilo que eles mesmos, americanos, chamavam de Terceiro Mundo. Por que Bradley Manning está detido no que é chamado lá por eles de “prisão provisória”? Porque foi o homem que passou para o messiânico “demônio louro” (se não for uma contradição em termos) Julian Assange 250 mil comunicados diplomáticos contando, entre eles, com o notório, e mais que divulgado (conferir no YouTube), vídeo da – não há outra palavra – execução de oito civis iraquianos, entre os quais duas crianças, por soldados americanos sob instruções de um helicóptero. Foram-se oito iraquianos de maior idade ao todo.

A cena, com legendas, foi mostrada pela televisão britânica num documentário da televisão comercial, a ITV, preparado pelo esplêndido jornalista e escritor australiano John Pilger. A horripilante sequência abria o filme. Legendas nas cenas de “combate”, para ficar bem claro. Lá estão aqueles maneirismos militares a que estamos acostumados, graças ao cinema e à televisão. Tudo em meio a muita galhofa. Roger, over, out, copy that e, na ordem vital, ou letal, a sentença vinda dos ares : “Light 'em all up. Shoot.” (Mais ou menos, “Acendam eles todos. Atirem.”) Atiraram. Foram acesos os iraquianos e as duas crianças.

Bradley Manning não negou ter sido a fonte do vazamento. Sofreu a tal sentença provisória que já dura bom tempo. Não sem antes o porta-voz P.J. Crowley, da secretária de Estado, Hillary Clinton, ter declarado sabiamente que Manning não fora declarado culpado de crime algum e que sua prisão era “contraprodutiva e estúpida”. Crowley foi forçado a se demitir. Claro. Bradley Manning está preso em condições mais que divulgadas, todas dignas da mais cruenta das ditaduras.

Abaixo, a frio e a seco, o seu dia a dia. Sublinho que, se alguém conferir no YouTube, verá nos comentários uma vasta proporção a favor do regime de prisão imposto a Manning.

O soldado americano Bradley Manning, detido em Quantico, onde está situado também o FBI, sem julgamento ou condenação, não tem permissão para se exercitar em sua cela durante o dia. Não tem o direito à posse de coisa alguma.

É proibido de conversar com os guardas seus carcereiros. A cada cinco minutos, é obrigado a responder se se encontra bem e em forma. Se voltar a face para a parede durante o sono é prontamente acordado.

Bradley Manning, que, incrivelmente, ainda mantém um senso de humor, apontou para o fato de que ele poderia, se quisesse, se injuriar com suas cuecas, no que estas foram de imediato retiradas.

Só lhe são permitidas, por uns poucos minutos, visitas aos sábados e domingos. O resto da semana são 23 horas por dia de cela. Recebe ainda uma dose diária de antidepressivos.

O presidente Barack Obama não visitou qualquer delegacia ou prisão no Rio ou em Brasília. Sua senhora, a primeira-dama Michelle Obama, lidera uma campanha contra a obesidade entre crianças.

Um carro para 2,04 pessoas

Porto Alegre tem 1.409.939 habitantes, conforme o Censo de 2010 e uma frota de 688.845 veículos, segundo o Detran. Ou seja, há um carro para cada 2,04 moradores, razão principal dos congestionamentos e da loucura do trânsito da cidade.

Affonso Ritter

Visite Hupper, O SÁTIRO.

domingo, 20 de março de 2011

TRISTE PORTO ALEGRE


ESTACIONAMENTOS NO CENTRO DE PORTO ALEGRE

De autoria do vereador Idenir Cecchim (PMDB), um projeto entrou na pauta da Câmara no início de fevereiro para incentivar o Executivo a utilizar o espaço subterrâneo e áreas prioritárias. Entre elas estão o Largo Glênio Peres, a Praça da Matriz e os parques Farroupilha e da Harmonia. Conforme Cecchim, o empreendimento seria construído e gerenciado pela iniciativa privada, de forma que o município não venha a ter um custo alto.

Fonte: Correio do Povo

Parecer do Blog: O trânsito de Porto Alegre, especialmente no Centro da Cidade, está normalmente congestionado. Os automóveis particulares, maiores responsáveis pelo congestionamento, circulam normalmente só com o motorista. Então, pela lógica, o poder público e os representantes do povo deveriam tomar medidas para diminuir o fluxo de veículos particulares e privilegiar o transporte público barato e de boa qualidade. Certo? Errado. O que a atual gestão faz, respaldada por alguns "representantes do povo", é justamente o contrário, ou seja, trabalham para apoiar o transporte de veículos particulares em detrimento do transporte público, como é o caso da proposta desses estacionamentos. Como consequência direta disso temos uma gradativa diminuição do número de passageiros no transporte público e o consequente aumento das tarifas, além da diminuição da qualidade. E o Centro fica cada vez mais congestionado. Certamente alguns "representantes do povo" estão pensando em doações de empresas particulares para as próximas eleições ou para reformar a casa da praia. No povo é que não estão pensando.

sábado, 19 de março de 2011

Staff Benda Bilili

Uma nuvem de desconfiança espalha-se pelo planeta

Militares norte-americanos de alta patente celebram com uma torta em forma de explosão atômica, em 1946.

O estado de alerta do público com segurança nuclear, como a emergência em Fukushima prova, é muito fácil de se elevar. O motivo é uma indústria que desde sua concepção, mais de meio século atrás, teve o segredo como conselheiro e, quando isso acontece, acobertamentos e mentiras geralmente seguem logo atrás. A noção da crise que cerca os reatores nucleares atingidos no Japão é exacerbada pelo fato de que, em uma emergência, a confiança pública nos promotores da energia atômica é virtualmente inexistente. O artigo é de Michael McCarthy.

Não há precedentes: quatro reatores atômicos em sérios apuros ao mesmo tempo, três ameaçados por superaquecimento, e um atingido pelo fogo em um reservatório para armazenagem de combustível radioativo usado.

Há muitos rumores sobre a usina nuclear de Fukushima – cara a cara com um desastre depois de a tsunami que atingiu o Japão ter afetado os seus mecanismos de resfriamento. Alguns se mostraram falsos: por exemplo, um rumor, disseminado por mensagem de celular, dizia que a radiação estava se espalhando pela Ásia. Outros eram verdadeiros: que radiação cerca de 20 vezes acima dos níveis normais havia sido detectada em Tóquio; que as empresas aéreas chinesas cancelaram voos para a capital japonesa; que a Áustria havia movido sua embaixada de Tóquio para Osaka; que uma loja 24 horas do bairro de Roppongi em Tóquio havia vendido todos seus rádios, lanternas, velas e sacos de dormir.

Mas talvez o mais alarmante seja que embora Naoto Kan, o primeiro ministro do Japão, esteja novamente apelando por calma, há muitos – no Japão e além – que não estão mais preparados para serem tranquilizados.

O nível de preocupação é notável: viajou ao redor do mundo (Angela Merkel impôs uma moratória na energia nuclear, na França, há pressão por um referendo); retirou das manchetes dos jornais a história terrível da tsunami. Mas o estado de alerta do público com segurança nuclear, como a emergência em Fukushima prova, é muito fácil de se elevar – e, como as autoridades japonesas estão descobrindo agora, muito difícil de acalmar.

O motivo é uma indústria que desde sua concepção, mais de meio século atrás, teve o segredo como conselheiro; e, quando isso acontece, acobertamentos e mentiras geralmente seguem logo atrás. A noção da crise que cerca os reatores nucleares atingidos no Japão é exacerbada pelo fato de que, em uma emergência, a confiança pública nos promotores da energia atômica é virtualmente inexistente. Em muitas ocasiões no Reino Unido, nos EUA, na Rússia, no Japão – escolha o seu país – as pessoas ouviram mentiras (isso quando ouviram alguma coisa) sobre as desaventuras nucleares.

Para compreender essa mania por segredos, é preciso ir às origens da energia nuclear. Essa não é uma tecnologia sonhada para substituir as usinas energéticas de carvão, trata-se de uma tecnologia militar, concebida em uma luta de vida ou morte, que tem sido modificada para processos civis. No centro disso tudo, está a reação nuclear em cadeia, o processo autossustentável de divisão nuclear (fissão), que ocorre quando suficiente material altamente radioativo é colocado junto, e que produz outos elementos radioativos e a liberação de energia.

Quando pela primeira vez foi obtido pelos físicos Enrico Fermi e Leo Szilard, na Universidade de Chicago, em dezembro de 1942, produziu apenas calor; mas todos os envolvidos sabiam que se pudesse ser acelerado, iria produzir o maior poder explosivo conhecido. E assim nascia o projeto Manhattan, o esforço dos EUA para construir uma bomba atômica que foi, enquanto durou, o maior segredo da história.

Segredos são como uma marca de nascença da energia nuclear. Por 10 anos depois da primeira bomba atômica ser jogada sobre Hiroshima, em agosto de 1945 se manteve uma tecnologia militar envolta em mistérios, embora russos e depois britânicos tenham seguido os norte-americanos em seu desenvolvimento. O Reino Unido construiu um par de reatores atômicos em Windscale, que produzia (como resultado da fissão) plutônio, o material usado na primeira bomba nuclear britânica, testada na costa da Austrália, em 1952. E foi em um de seus reatores que aconteceu um dos primeiros acidentes nucleares sérios: o incêndio de outubro de 1957. O núcleo do reator, feiro de grafite, pegou fogo, derreteu e queimou consideráveis quantidades de urânio, liberando grandes quantidades de radioatividade. Foi a mais séria calamidade nuclear até Chernobil, quase 30 anos depois, mas o governo britânico fez o que pode para minimizar o significado, tentando primeiro manter completo segredo (os bombeiros locais foram avisados pelas 24 horas depois do ocorrido) e mantendo os relatórios confidenciais até 1988.

Foi o primeiro de muitos acobertamentos em Windscale. Em 1976, por exemplo, segredos envolvendo um grande vazamento de água radioativa enfureceram o então ministro da Tecnologia, Tony Benn, favorável à energia nuclear. Mas coisas assim aconteciam em todo o mundo.

Nos reatores de Rocky Flats, nos EUA, muitos acidentes envolvendo material radioativo foram mantidos em segredo por décadas, de 1950 aos anos 1980. Na Rússia, a província de Chelyabinsk, a oeste dos montes Urais, abrigava um grande complexo de armamento atômico, que foi onde aconteceram três grandes desastres nucleares: o descarte lixo radioativo e a explosão de um contêiner desse lixo nos anos 1950, e o vazamento de poeira radioativa em 1967. Estima-se que cerca de meio milhão de pessoas na região foram atingidas por um ou mais incidentes, expostas a mais de 20 vezes a radiação que as vítimas de Chernobil. Nada disso se ficou sabendo à época. Chelyabinsk é descrito algumas vezes até hoje como “o local mais poluído do planeta”.

Quando olhamos para o Japão, encontramos uma cultura idêntica de acobertamentos e mentiras. Uma preocupação em particular é a Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco), por coincidência dona e operadora dos reatores atingidos em Fukushima.

A Tecpo tem um triste histórico de relacionamento com a verdade. Em 2002, alguns de seus executivos se demitiram depois que o governo japonês tornou público que a empresa estava escondendo uma série de falhas nos reatores, e em 2006 a companhia admitiu que vinha falsificando informações sobre seus sistemas de resfriamento por um longo período.

Nessa semana foi revelado que a Agência Internacional de Energia Atômica alertou o Japão mais de dois anos atrás de que um forte terremoto poderia causar “sérios problemas”, de acordo com informações vazadas pelo Wikileaks e publicadas pelo The Daily Telegraph.

Mesmo Chernobyl, o mais notório caso de acidente nuclear do mundo, foi primeiro escondido pela então União Soviética, e poderia ter permanecido assim se não fosse a radioatividade detectada por cientistas suecos.

Por que é assim? Por que o instinto de esconder tudo persiste mesmo agora que o papel maior no desenvolvimento da energia nuclear passou dos militares para os civis? Talvez porque exista, entre o público, e um medo instintivo e certamente compreensível da energia nuclear, essa tecnologia que, uma vez que quebra seus átomos, libera forças mortais.

A indústria nuclear tem medo de perder o apoio público pelo simples motivo de que sempre precisou de dinheiro público para manter-se. Não é, mesmo agora, um setor que economicamente pode se manter de pé sem ajuda. Portanto, quando encontra um problema, a primeira reação é escondê-lo e a segunda é contar mentiras a respeito. Mas a verdade prevalece no final e a confiança do público na indústria diminui ainda mais do que se o problema fosse admitido de imediato.

Não é preciso que seja assim. Um quarto de século atrás, na indústria britânica nuclear havia um líder que por uns poucos anos transformou sua imagem pública: Christopher Harding. Ele era um homem aberto e honesto que ensinou que a paranoia e os segredos envolvendo a energia nuclear deveriam ser varridas para longe.

Quando ele se tornou o presidente dos Combustíveis Nucleares Britânicos, com sede em Windscale, ele decidiu por uma nova ordem. Renomeou o local e, para assombro geral, decretou que ao invés de furtivamente virar às costas ao público, deveria recebê-lo de braços abertos. E fez o impensável: criou um centro de visitantes.

Harding morreu em 1999, mas ele foi um homem excepcional: não apenas por seu charme e bondade pessoal – que revelou com os funcionários – mas por sua visão de que a indústria nuclear estaria melhor lidando com os seus problemas com transparência e honestidade ao invés de acobertamento e engôdos. Mas ele foi, infelizmente, a exceção que confirma a regra.

O resto da indústria nuclear vem escondendo a verdade para manter as aparência por tanto tempo, e suas mentiras tem sido tão frequentemente expostas, que talvez a chance de acreditar já tenha passado. Mesmo que, como eu suspeito, o governo japonês esteja tentando ser franco sobre os problemas em Fukushima, não significa que tudo o que for dito sobre a parte atômica da catástrofe nacional será acreditado.

Tradução Wilson Sobrinho, para CARTA MAIOR

sexta-feira, 18 de março de 2011

Khadafi volvió a ser el enemigo

Kadafi & Tony Blair
Kadafi & Sarkozy
Francia y Gran Bretaña llevaron hasta un final tardío su idea de instaurar una zona de exclusión aérea. Estados Unidos les transfirió la responsabilidad de la acción principal a los europeos y los árabes.

Por Eduardo Febbro
Desde París, para Página/12

Muammar Khadafi bajó definitivamente del altar al que la gula occidental, los petronegocios y la desfachatez del sistema financiero internacional lo habían izado. El tirano, que durante casi dos décadas fue el “enemigo número uno” de Occidente para luego convertirse en el vistoso aliado de sus enemigos de antaño, volvió a su estatuto primigenio. La resolución adoptada por el Consejo de Seguridad de la ONU no deja ningún intersticio para la ambigüedad: el dispositivo militar ya está preparado y sólo faltaba la famosa “base jurídica” reclamada por la OTAN. París y Londres llevaron hasta un final tardío su idea de instaurar una zona de exclusión aérea para neutralizar la aviación de Khadafi.

Las provocaciones mutuas tornaron inevitable la participación árabe-occidental en una nueva cruzada militar contra un país árabe. Libia se suma así a Irak y Afganistán a la lista de países que pasarán una temporada bajo las bombas de una coalición donde el poderío militar de Occidente marcará las orientaciones. Era necesario el voto a favor de 9 de los 15 miembros del Consejo de Seguridad y también que ninguno de los integrantes permanentes del Consejo vetara la resolución. China y Rusia se abstuvieron y con ello abrieron paso al operativo militar. La comunidad internacional, fragmentada, salvará al filo de la navaja a la ya asfixiada oposición libia. Cercada en su feudo de Benghazi por las fuerzas leales al régimen, la participación directa de Occidente era la única carta que podía sacarla del despeñadero. “Prepárense, esta noche llegamos”, había dicho Khadafi a los habitantes de Benghazi. Tal vez, las primeras en llegar sean las bombas occidentales ayudadas por algunos países árabes, como Emiratos Arabes Unidos, Qatar y Egipto. Washington logró su propósito: transferirles la responsabilidad de la acción principal a los países vecinos, es decir, los europeos con costas mediterráneas y los árabes. Francia y Gran Bretaña, promotores de la resolución, asumirán la mayor parte de la responsabilidad de Occidente, pese a que Estados Unidos es la fuerza dominante en el seno de la OTAN.

No es seguro que la guerra total sea la apuesta definitiva. El Guía Supremo de la desgastada revolución libia supo dar marcha atrás al borde del abismo. A partir de 2003, Khadafi ya demostró su sentido del realismo cuando, impresionado por la invasión de Irak y la captura de Saddam Hussein, retrocedió en su principal proyecto, la acumulación de armas de destrucción masiva, y reconoció su responsabilidad en dos atentados: contra el avión de PanAm que explotó sobre la localidad escocesa de Lockerbie (1988, 270 muertos) y contra el avión francés de la compañía UTA (1989, 170 muertos). Ese fue el inicio del idilio público entre el coronel y sus jueces de años anteriores. Inversiones y visitas de Khadafi a las grandes capitales del mundo y viajes de los demócratas a Trípoli consagraron el retorno del coronel al “eje del bien”. O sea, los negocios seguros aunque las manos que firmaban los contratos estuviesen manchadas de sangre.

Puede que hoy haga lo mismo. La resolución de la ONU es amplia y explícita. La OTAN y la Liga Arabe apoyaron la instauración de una zona de exclusión y ello los convierte en aliados directos de la intervención. Presionado desde el interior por los rebeldes, ahorcado por el cielo y cercado desde el mar, Khadafi tiene las horas contadas. Khadafi le ha ofrecido la represión salvaje a su pueblo y una fuente de agua bendita para que Occidente lave su mala conciencia. No cabe ni la más remota duda de que los armas ya están preparadas. Anoche, tanto el primer ministro francés, François Fillon, como el jefe de la diplomacia, Alain Juppé, adelantaron que la fuerza se emplearía en cuanto la resolución estuviese aprobada. Alain Juppé precisó incluso el modo operativo: “Está excluido que se haga algo en tierra. Está claro. La alternativa se desprende sola: es la utilización de la fuerza aérea”. Tal vez Khadafi calculó mal la convicción de sus socios del Oeste. Pensó que sus divisiones profundas y sus debilidades morales y energéticas le permitirían aplastar la revuelta con un costo mínimo. Occidente también se equivocó con él y con las capacidades reales de la oposición. Las demoras y ese doble error desembocaron en centenas y centenas de muertos, destrucción y el éxodo de centenas de miles de personas hacia las fronteras.

El movimiento democrático libio terminó condicionado a la peor opción para triunfar: sacar a Khadafi con el respaldo de fuerzas extranjeras. Los movimientos de unos y otros condenaron a la contrarrevolución libia a una asistencia extranjera: Khadafi no dejaría el poder sin matar y sin mofarse de la OTAN y la ONU. A su vez, Occidente no podía dejarlo ganar sin quedar en ridículo. Khadafi ha sido un socio perfecto, en la paz y en la guerra. Su previsible derrota se forjó según sus condiciones. Mató a su pueblo sin concesiones y provocó a Occidente para que vinieran a buscarlo. La historia se vuelve a repetir con una puntualidad sangrienta, como en Panamá, Irak o Afganistán: otra vez hay que armar una coalición y arrojar bombas para extirpar un mal que se fue arraigando con la complicidad y hasta la ayuda directa de quienes hoy se alistan para suprimirlo. Noriega fue un aliado de las potencias, lo mismo que Saddam Hussein en Irak y los talibán en Afganistán.Apartarlos del poder costó miles de vidas humanas inocentes. Khadafi y sus socios tardíos hicieron pesar sobre el pueblo libio el mismo y repetitivo destino.

quinta-feira, 17 de março de 2011

IMPOSTO DE RENDA


Cerca de 10% dos poloneses com renda não declarada se dedicam à prostituição, ou pelo menos é isso que eles alegam ao fisco para evitar pagar altos impostos, já que os lucros derivados dessa atividade não são tributados no país. "Obviamente é um número muito elevado, por isso que é evidente que, na maioria dos casos, se trata de uma afirmação falsa com o objetivo de evadir impostos", afirmou a contadora Aneta Tomaszek. 

Affonso Ritter

ENERGIA NUCLEAR

quarta-feira, 16 de março de 2011

OLIMPÍADAS DE LONDRES: ORGANIZAÇÃO DE PRIMEIRO MUNDO

Problemas nos ingressos

Uma falha no sistema causou problemas técnicos no primeiro dia de venda de ingressos para os Jogos Olímpicos de 2012. Clientes com cartões de crédito Visa com data de validade até agosto deste ano não conseguiram efetuar a compra. Patrocinadora do evento, a empresa é a única marca aceita.

Relógio olímpico quebra 

Durou menos de um dia a contagem regressiva do relógio instalado na Trafalgar Square, em Londres. Com um defeito ainda não identificado pela empresa responsável, o cronômetro parou em 500 dias, sete horas, seis minutos e 56 segundos para os Jogos Olímpicos e acabou sendo desligado.

Fonte: Correio do Povo

Usinas Nucleares no Mundo

Clique na imagem para ampliar.

Fonte: INB

Parecer do Blog: Tem muita coisa para explodir ainda...

terça-feira, 15 de março de 2011

GlasBlasSing

Tres navegadores con motor fuera de borda


La guerra de los browsers no da tregua. Google y Microsoft acaban de lanzar nuevas versiones poderosas y se espera el Firefox 4. Sin embargo, cada software tiene detrás una idea diferente de Internet.

Por Mariano Blejman, para Página/12

La velocidad es el bien más preciado de la cultura actual: velocidad en los procesos de producción, velocidad en los servicios de transportes, velocidad a la hora de conectarse a Internet y velocidad en el navegador propiamente dicho. La velocidad es el concepto ordenador de las sociedades modernas. No es el único elemento del capitalismo, claro, pero es el bien más preciado. Ayer fue el esperado lanzamiento mundial del Internet Explorer 9, de Microsoft Corporation, en la conferencia Sxsw, y hoy será mostrado en la Argentina. Pero esta presentación ocurre en el medio de otras dos, que proponen una nueva generación de navegadores: el Chrome 10 de Google y el Firefox 4 de la Fundación Mozilla, verdaderas pesadillas de Microsoft en su ambición por controlar el mundo. La apuesta de todos ellos es por la celeridad, la sincronización y, finalmente, el soporte de nuevos lenguajes para la web que van a cambiar la forma en que hoy se navega.

Pero la filosofía de cada navegador es diferente: con el lanzamiento del Explorer 9, Microsoft intenta recuperar el terreno del monopolio que fue perdiendo en los últimos años (donde llegó a tener el 85 por ciento del mercado de los navegadores a comienzos de la década, en noviembre de 2008 tenía casi un 70 por ciento del mercado y ahora tiene un 45 por ciento). El declive ocurrió primero por el crecimiento exponencial de Firefox (que hoy llega casi al 30 por ciento) junto a la aparición del rapidísimo Google Chrome, que también creció demasiado y ronda el 17 por ciento, según StatCounter. Sin embargo, el mayor problema de Microsoft tiene que ver con el aumento de la porción de dispositivos móviles a la hora de conectarse a Internet liderado por Apple con el iPad y –por ende– por su navegador Safari, y con el notable crecimiento del tráfico de aplicaciones que según ZScaler llegaría ya al 20 por ciento en Estados Unidos. Además, el crecimiento de Android a nivel mundial también le quita algo de mercado a Microsoft, que todavía no hace pie en la telefonía móvil, pero pretende hacerlo por el acuerdo con Nokia.

El Internet Explorer 9 tiene un aumento considerable en la velocidad de navegación gracias a la aceleración por hardware, tiene varias mejoras en cuanto a sus usos sociales, notables avances en seguridad, como la protección de seguimientos (o antitracking), que permitirá al usuario saber cuándo está dejando rastros, y un control más preciso sobre el origen y la “salud” del material descargado. Según anunció Microsoft, se descargaron cerca de 40 millones de versiones beta del navegador que sólo funciona en Windows 7 y Vista. La empresa calcula que ya representa un 2 por ciento de los usuarios de Windows 7.

Sin embargo, la verdadera revolución que trae tanto el Explorer 9 como Chrome 10 y Firefox 4 está en que los tres ofrecen soporte a un nuevo lenguaje llamado html5. Este lenguaje fue desarrollado por la World Wide Web Consortium, un puñado de corporaciones que se unieron para trabajar en un standard de navegación. En abril pasado, los debates en torno del html5 estuvieron a la orden del día cuando Steve Jobs, creador de Apple, opinó que otros desarrollos interactivos serían innecesarios cuando se popularice html5 y que Adobe Flash debería desaparecer. El html5 tiene un mejor manejo de videos, audios y elementos que permite desarrollar una web interactiva a un nivel desconocido hasta ahora. Con html5 se puede, por dar un ejemplo, crear una página web que funcione como si fuera un escritorio de una computadora. Sí, leyó bien: una web que parece una computadora. Una nueva generación de navegadores poderosos que procesen html5 desde dispositivos móviles podría darle un nuevo impulso a la web, cuyo uso viene proporcionalmente en descenso en los últimos años por el reinado de las aplicaciones para teléfonos inteligentes.

Según los datos de StatCounter, el navegador Chrome de Google que acaba de lanzar la versión 10 pareciera estar sacándole más terreno a Explorer que a Firefox. Chrome pasó de tener el uno por ciento del mercado en septiembre de 2008 a un 17,16 por ciento en marzo de este año. Mientras que Firefox se ha mantenido entre un 25 por ciento y un actual 30 por ciento, aunque ha bajado levemente en los últimos meses. La razón del crecimiento de Google es otra vez la misma: velocidad, velocidad, velocidad, y la apuesta a los sistemas abiertos que han permitido un desarrollo de miles de aplicaciones a nivel mundial, siguiendo el modelo de Firefox. Pero mientras el Explorer tiene como objetivo mantener a los usuarios en el mundo de las aplicaciones de escritorio de Microsoft, el objetivo central de Google es vender publicidad. De allí que la gran apuesta de Google en materia de navegación tenga que ver con la personalización. De hecho, una de las mejoras del Chrome actual es la sincronización: es decir, con un usuario y una contraseña se podrá guardar el perfil de navegación en línea para usarlo desde cualquier otro dispositivo. Así, la misma configuración (favoritos, contraseñas, etcétera) se podrá usar en cualquier navegador Chrome instalado también en teléfonos o tabletas con Android.

Finalmente, en la comunidad de software libre se espera con ansiedad la liberación del Firefox 4 de Mozilla, que también lanzó una versión previa, muy parecida a la que finalmente se pondrá en juego. Firefox también mejoró la velocidad, mejoró la seguridad, incorporó el html5, apeló una vez más a la comunidad de desarrolladores que apuestan al software libre para estudiar los posibles problemas de su reciente lanzamiento. Según le había dicho Asa Dotzler el año pasado a Página/12, el objetivo no es otro que mejorar la experiencia de los usuarios, sin preocuparse por sus datos personales. “No queremos saber qué hacen los usuarios”, sentenció Dotzler. Esta fundación sin fines de lucro no tiene como objetivo vender otro tipo de software, como Microsoft, ni venderles publicidad a sus usuarios, como Google, sino “mejorar la web”, “apostar a la innovación” y desarrollar herramientas para defender a los usuarios. Tal vez sea Firefox el navegador más robusto, versátil y estable de los tres, aunque su mayor problema en los últimos tiempos ha sido el asunto de la velocidad, no de navegación, sino el del tiempo que tarda en abrirse el programa. Y en esta guerra por el standard, una demora en el doble click puede dejar a una corporación fuera de juego. Será cuestión de esperar.

culturadigital@pagina12.com.ar
twitter.com/cult_digital / twitter.com/blejman

DANIEL PAZ & RUDY

segunda-feira, 14 de março de 2011

RADIOATIVIDADE



Japão enfrenta crise nuclear

Nova explosão atinge a usina nuclear de Fukushima

Japão: Um terceiro reator em risco de explosão

Norte-americanos em busca de 'sonho brasileiro'

Paula Adamo Idoeta
Da BBC Brasil em São Paulo

Em um momento em que a economia dos Estados Unidos ainda luta para voltar a crescer e que a taxa de desemprego é de quase 9% no país, mais cidadãos americanos têm enxergado oportunidades profissionais no Brasil.

Segundo o Ministério do Trabalho, 7.550 americanos obtiveram vistos de trabalho no Brasil em 2010, contra 5.590 permissões concedidas a cidadãos dos EUA no ano anterior.

O número é mais do dobro do total de vistos profissionais dados a americanos em 2006. E os Estados Unidos seguem sendo o país que mais envia trabalhadores legalizados para o Brasil.

"As oportunidades estão acontecendo aqui no Brasil, especialmente para pessoas de outras culturas", opina a americana Marcela Lizarraga, que veio com o marido, o executivo José Lizarraga, para São Paulo, há um ano, para trabalhar no setor hoteleiro.

No Brasil, José acabou se transferindo para uma empresa fornecedora de tecnologia de aviação e deve ficar mais um ano e meio no país.

Salários

Dados da agência de recursos humanos Manpower citados em janeiro na revista Economist apontam que 64% dos empregadores brasileiros sentem dificuldades para preencher suas vagas em aberto.

A revista acrescentou que, enquanto o Brasil coloca no mercado cerca de 35 mil engenheiros por ano, a China forma 400 mil desses profissionais anualmente.

A falta de trabalhadores puxa os salários para cima: executivos em São Paulo já estão ganhando mais do que seus pares em Nova York, Cingapura ou Hong Kong.

"Os pacotes de remuneração das empresas brasileiras estão muito atraentes", confirma Olavo Chiaradia, da consultoria Hay Group.

Nesse contexto, o professor da Escola de Economia da FGV-SP André Portela vê como positiva a vinda de mais estrangeiros para o Brasil.

"Os benefícios são maiores que eventuais desvantagens. É uma chance de trazer mão de obra que vai difundir conhecimento a curto prazo. É mais barato trazê-los do que esperar a formação dos trabalhadores brasileiros (em setores com escassez)."

Mas o professor adverte: "A longo prazo, enquanto ainda estamos crecendo, precisamos de investimentos em educação para atender nossa demanda por produtividade."

Interesse crescente

A visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil, prevista para o próximo fim de semana, também contribui para um clima de entusiasmo nas relações comercias entre os dois países.
Quatro empresas de recrutamento consultadas pela BBC Brasil confirmam o crescente interesse de americanos pelo mercado brasileiro.

"Não é um interesse exclusivo dos americanos, mas, como nossa relação comercial é grande, o número de cidadãos dos Estados Unidos (que vêm ao Brasil) é grande também", diz Renato Gutierrez, da consultoria Mercer. "E há muitas empresas americanas adquirindo brasileiras, e vice-versa."

"Sempre vimos um movimento de europeus (rumo ao) Brasil, mas não de americanos. Eles estão identificando oportunidades aqui", afirma Jacques Sarfatti, da empresa de headhunting Russell Reynolds.
A situação brasileira se repete em outros países emergentes, que também estão recebendo maior mão de obra estrangeira.

Energia

O setor de energia é apontado como o mais procurado, por causa das descobertas do pré-sal e dos investimentos em combustíveis. Mas especialistas dizem que há interesse dos estrangeiros também pelas áreas de infraestrutura, mineração, siderurgia, varejo e mercado financeiro.

Na Welcome Expats, empresa de auxílio a expatriados com base em Macaé (RJ), a procura por seus serviços dobrou desde 2009, principalmente por causa do crescimento da indústria petroleira na cidade fluminense.

"E vai aumentar. Escuto empresas falando que vão trazer mais mil pessoas (do exterior)", diz Mônica de Mello, sócia da Welcome Expats.

Segundo ela, 80% de seus clientes são americanos. Muitos têm experiência no setor de petróleo e gás e vieram para o Brasil após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, em abril passado.

A advogada Ziara Abud, especializada em vistos para estrangeiros, afirma que a maioria das solicitações é para vistos de dois anos ou de 90 dias a um ano (em geral, para técnicos que vêm para treinar mão de obra local).

Dificuldades

Mas, em meio às oportunidades, os profissionais estrangeiros também encontram empecilhos no Brasil.
Fernando Mantovani, diretor de operações da empresa de recrutamento Robert Half, diz que, à exceção dos mercados financeiro e de petróleo e gás, ainda existem restrições à contratação de americanos pela dificuldade deles com o idioma e a cultura de trabalho.

"Ainda vai demorar para nos acostumarmos com esse fluxo (migratório) inverso", afirma Mantovani.
"Eles se surpreendem que poucos falam inglês aqui", conta Marilena Britto, da empresa de auxílio a expatriados Settling-In. Outras dificuldades, segundo ela, são a burocracia para a obtenção de documentos, o alto custo de vida nos grandes centros brasileiros e as preocupações com segurança pessoal.

"Por outro lado, eles gostam do estilo de vida, da oferta cultural e da qualidade dos serviços médicos", ressalta Britto. "Muitos ficam por pouco tempo, mas demonstram vontade de voltar ao Brasil."

Para Sarfatti, da Russell Reynolds, "o estímulo aos americanos são as oportunidades imediatas, algo de curto prazo, para se realizar profissionalmente. Mas acho que está se abrindo um canal (de intercâmbio profissional) que pode virar duradouro."

domingo, 13 de março de 2011

Depois do terremoto, catástrofe nuclear ameaça Japão

Depois de um terremoto e de um tsunami, o Japão enfrenta agora a ameaça de uma catástrofe nuclear. Falta de energia após terremoto dificulta refrigeração de reator, que ameaça derreter e provocar uma tragédia.

 

A usina nuclear japonesa Fukushima Daiichi I é um reator de água fervente. Barras de combustível dentro do reator produzem calor através da fissão nuclear. Com isso a água é aquecida e faz girar uma turbina que gera eletricidade. A água é, então, resfriada e bombeada de volta para para o reator para ser aquecida novamente.

O interior de um reator como esse é composto de longos tubos, dentro dos quais as barras de combustível são armazenadas. Dentro dessas barras há urânio enriquecido. Quando o urânio radioativo se decompõe, grandes quantidades de energia são liberadas e aquecem a água ao seu redor. Ao mesmo tempo, nêutrons energizados são liberados e desencadeiam novas fissões nucleares nas barras de combustível adjacentes.

Para controlar ou parar o processo, são instaladas as chamadas hastes de controle, que absorvem os nêutrons liberados. Em um desligamento da usina nuclear, as hastes de controle são inseridas dentro do reator. Novas fissões nucleares são evitadas. O reator se resfria, no entanto não rápido o suficiente. O ciclo da água deve continuar sendo bombeado com energia para continuar o resfriamento do sistema.

A falta de energia leva a uma situação crítica. A pressão e a temperatura dentro do reator continuam subindo. Se não for possível interromper esse processo, a pressão e o calor podem causar danos ou mesmo destruir completamente o invólucro das barras de combustível.

Nessa fase, o conteúdo das barras de combustível, urânio e o produto de sua fissão, como o césio, afundam, o que pode levar a explosões nucleares descontroladas, que geram mais calor e pressão. No final do processo, o reator inteiro pode explodir, como ocorreu há quase 25 anos em Tchernobil. Essa fase é conhecida como o pior cenário possível. O conjunto dos produtos radioativos decompostos acaba sendo liberado para a atmosfera por uma explosão.

Em Fukushima, o circuito de segurança foi interrompido por falta de energia após o terremoto. O segundo nível de segurança, com geradores a diesel, também falhou. O resfriamento pôde ser mantido apenas por baterias elétricas, cujo tempo de funcionamento é limitado.

No reator, a temperatura da água subiu. Através da evaporação, a pressão aumentou. Para evitar uma explosão, a primeira tentativa foi expelir o vapor levemente radioativo através de uma válvula.

Mas essa opção foi apenas parcialmente bem sucedida. Caso ocorra uma fissão nuclear e, com isso, o colapso, as pessoas no Japão podem apenas torcer para que um vento leve embora a nuvem radioativa, soprando-a em direção ao Pacífico.

Autor: Sybille Golte (ff)
Revisão: Marcio Damasceno

DW

 

sexta-feira, 11 de março de 2011

FRASES

Daniel Paz & Rudy, para Página/12

"Uma vez que alguém lançou a ideia de levar Gaddafi ao Tribunal Penal Internacional, acho que ele se aferrou à ideia de permanecer no poder, e não acho que alguém possa fazê-lo mudar de opinião." 

Declaração de Berlusconi, sócio de Gaddafi.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Parece de Mark Twain


Por Juan Gelman, para Página/12

El soldado Bradley Manning, analista de inteligencia acusado de filtrar documentos confidenciales y secretos del gobierno de EE.UU. –a Wikileaks, por ejemplo–, está preso desde mayo del año pasado, siempre en confinamiento solitario, ahora en el centro de detención naval de Quantico, Virginia. Encerrado 23 horas cada día en una celda de 2 por 4, a principios de este mes fue obligado a permanecer desnudo de pie frente a su celda al menos siete horas desde las 5 de la mañana. El teniente Brian Villiard, vocero del cuerpo de marines, insistió en que no podía aclarar públicamente por qué le habían incautado la ropa. Declaró a los periodistas: “Eso significaría violar la privacidad del detenido. Sería inapropiado” (www.nytimes.com, 4-3-11). Qué delicadeza.

La situación de Manning no es pasible, sin embargo, de convertirse en un cuento de Mark Twain. La única hora que no está en el calabozo es llevado a una habitación vacía en la que puede caminar, no correr. Le está prohibida la posesión de efectos personales y debe dormir en paños menores: según la explicación oficial, no es una medida punitiva, así ocurre para impedir que se suicide. Sólo que sus guardianes no le quitan la vista de encima, la vigilancia es permanente.

David House, uno de sus escasos amigos, pudo verlo en una de las raras visitas permitidas y encontró que “el joven inteligente de ojos grandes parece a veces catatónico y tiene muchas dificultades para mantener una conversación sobre temas cotidianos... Para mí fue como ver a un excelente amigo sucumbir a causa de una enfermedad. Pienso que lo castigan porque el gobierno quiere quebrarlo con vistas al proceso”. Lo juzgará una corte militar y a los primeros cargos se les acaban de sumar otros 22, entre ellos el de “ayudar al enemigo”, delito que únicamente se salda con la pena de muerte.

Esta calificación no se basa en disposiciones jurídicas, sino en razones políticas. Suele ocurrir. La actitud de la Casa Blanca recuerda la del ex presidente Richard Nixon: propinó a Daniel Ellsberg, quien filtró los papeles del Pentágono que revelaron en toda su magnitud los crímenes de guerra estadounidenses cometidos en Vietnam, la definición de difusor de documentos “que dieron ayuda y fuerza al enemigo”. Eso sí, la Justicia civil no lo condenó a cumplir pena alguna y nunca lo obligaron a estar de pie y desnudo durante horas.

Este Obama. A Nixon nunca le gustaron “los soplones”, como él decía, pero el actual mandatario los elogió en el 2008, señalando que quienes filtran documentos del gobierno “son parte de una democracia saludable y se los debe proteger de represalias”. Claro que estaba en campaña electoral, la misma en la que prometió cerrar el centro de detención de Guantánamo en un año como máximo. El lunes pasado, tras dos años de suspender la medida, ordenó que la Justicia militar vuelva a procesar a los allí detenidos. Esa cárcel sigue encarcelando.

Se le achaca a Manning el haber filtrado a Wikileaks decenas de miles de cables diplomáticos que le han creado incomodidades internacionales a la Casa Blanca y, sobre todo, una profunda irritación. El video “Asesinato colateral” forma parte de esos documentos. El sitio de Assange lo dio a conocer el 5 de abril del 2010 y muestra una masacre: tropas estadounidenses entran en domicilios particulares de vecinos de un suburbio de Bagdad y dan muerte a 12 civiles y dos empleados iraquíes de la agencia Reuters.

“Vi cómo baleaban a mi abuelo, primero en el pecho y luego en la cabeza. Después mataron a mi abuela”, testimonia Eman Waleed, un niño de 9 años que sobrevivió a la matanza (www.time.com, 19-3-06). Ninguno de los responsables mediatos o directos ha sido juzgado hasta el momento y han pasado más de cinco años. Un piloto norteamericano declara impertérrito en la filmación: “La culpa es de ellos, por llevar a chicos al combate”. En la empresa “antiterrorista”, el que comete un crimen de guerra la pasa mejor que el que lo denuncia. Hasta lo condecoran.

Manning –según un chateo de origen no verificado– filtró el video y otros materiales porque le repugnaba la ferocidad impune de sus compatriotas combatientes y cuando la criticaba ante sus superiores “ellos ni querían oír hablar de eso” (www.guardian.co.uk, 4-3-11). Entendió que su manera de evitar la complicidad con los crímenes de guerra que se perpetran en Irak, Afganistán y hoy también en Pakistán era dar a conocer una información que promoviera “la discusión en todo el mundo, el debate, las reformas”. Como consecuencia, el rey desnudo lo desnuda.

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