sábado, 31 de janeiro de 2009

Em década de Chávez, pobreza caiu na Venezuela

Vista de CARACAS:

Claudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil

Há dez anos, cerca de 4,8 milhões de venezuelanos viviam em situação de pobreza e a saúde e a educação eram um privilégio.

Desde que o presidente Hugo Chávez assumiu o governo, a área social passou a ser prioritária em sua gestão, que contou com o incremento dos preços do petróleo para o financiamento dos projetos sociais.

Até mesmo os críticos da política econômica do governo, cuja estrutura continua dependente fundamentalmente da exploração petrolífera, concordam que as condições de vida dos venezuelanos melhoraram sob a administração chavista.

“Os setores sociais antes marginalizados e excluídos, realmente saíram da pobreza crítica, estão melhor, ninguém pode negar isso. Os que não comiam nem o suficiente, agora estão comendo”, afirmou Domingo Maza Zavala, ex-diretor do Banco Central da Venezuela (BCV).

De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas, em 1999, 20,1% dos venezuelanos viviam na extrema pobreza. Em 2007, o índice havia caído para 9,5%.

O número de pobres total no início do governo era de 50,5 % - mais de 11 milhões de venezuelanos. Esse número caiu para 31,5%.

De um universo de 26,4 milhões de pessoas, 18,8% dos venezuelanos saíram da linha da pobreza (cálculo realizado com base nos dados oficiais).

Para o historiador norte-americano Steve Ellner, professor da Universidade dos Andes, no Estado de Mérida (Venezuela), entre apostar no desenvolvimento econômico e na industrialização do país ou investir no setor social, Chávez privilegiou o segundo na divisão da renda obtida com o petróleo.

“No curto prazo, programas de desenvolvimento econômico teriam dado resultados mais rápidos, mas a prioridade era o social”, afirmou.

O relatório da Cepal de 2008, que aponta a diminuição da pobreza na América Latina, indica que os programas sociais foram os responsáveis pela queda no número de pobres na Venezuela.

De acordo com uma pesquisa realizada em 2007 pela empresa Datanálisis, nos últimos oito anos o consumo das classes E e D havia aumentado em 22%, impulsionado pelo incremento do salário mínimo (que subiu de US$ 47 em 1999 para US$ 371) e pela ajuda financeira que provém dos programas sociais.

Com exceção dos programas relacionados com a saúde, os beneficiários das “missões” (nome dado por Chávez aos programas sociais) recebem uma ajuda média de US$ 100.

“Parte dos recursos obtidos com o petróleo foi distribuída por meio desses programas”, afirmou o ex-diretor do BCV Maza Zavala.

“Missões”

O “Bairro Adentro” foi um programa social implementado pelo governo em 2003. Esta “missão”, que presta atendimento médico básico e familiar nas periferias do país, inaugurou o projeto de cooperação Cuba-Venezuela, que hoje está presente nas áreas de saúde, educação e esporte.

Os programais sociais são financiados com a receita excedente do petróleo e contam com estrutura e dinâmicas próprias, que obedecem fundamentalmente às diretrizes da Presidência da República, sem passar pelo filtro dos ministérios.

No entendimento do governo, a estrutura burocrática governamental impediria que os projetos alcançassem, com a velocidade que a conjuntura política exigia, um número considerável da população pobre, que foi e continua sendo a base de apoio do chavismo.

“Quando o governo teve que enfrentar a ameaça de perder o referendo (revogatório realizado em 2004), tirou quase que da manga o programa 'Bairro Adentro ', que teve um impacto extraordinário”, afirmou à BBC Brasil o sociólogo Edgardo Lander, da Universidade Central da Venezuela.

“Agora, as pessoas têm um médico a duas quadras de casa no caso de uma emergência, é uma mudança significativa na qualidade de vida das pessoas”, acrescentou.

Lander explica que a crise da saúde pública no país no período anterior a Chávez estava associada a dois fatores principais: a privatização do sistema e a resistência dos profissionais em atuar no setor público, desmantelado nas décadas anteriores, de acordo com o sociólogo.

“Para esses médicos, ir a um bairro pobre era o mesmo que ir a uma zona de guerra. Era algo completamente alheio à sua realidade”, disse.

Organização

Magaly Perez é coordenadora de um Comitê de Saúde no bairro periférico de 23 de Enero, em Caracas.

Os comitês reúnem voluntários da vizinhança onde está instalado o programa “Bairro Adentro”, que diagnosticam os problemas de saúde do local e auxiliam na atuação dos médicos cubanos.

Perez conta que o trabalho de censo da população do bairro fez com que esses voluntários “tomassem consciência da organização comunitária e da importância de participar para transformar nossa realidade”.

De acordo com os moradores do bairro, antes, a única alternativa para a população de baixa renda era enfrentar horas de fila em hospitais para receber algum tipo de atenção.

“Antes, morriam pessoas aqui porque não tínhamos assistência médica adequada. Isso mudou com a revolução”, afirmou Magaly Perez à BBC Brasil, enquanto anotava a lista dos idosos que participariam do exercício matinal realizado três vezes por semana com o auxílio de um técnico cubano.

“Os cubanos trabalham dia e noite, mas os médicos venezuelanos não, eles são capitalistas e o povo deu as costas a ele. Eles não sobem o morro para socorrer ninguém”, afirmou Magaly Perez.

Em 1998, havia 1,6 mil médicos atuando no atendimento primário de uma população de 23,4 milhões de pessoas. Atualmente há 19,6 mil para uma população de 7 milhões. Deste total, 14 mil profissionais são cubanos, entre médicos, enfermeiras e técnicos em saúde.

A disputa entre os médicos venezuelanos - que alegam falta de condições e segurança para atuar nas periferias e hospitais públicos – e o governo – que argumenta que o problema é de natureza política - levou a administração chavista a criar um sistema de saúde paralelo, com a ampliação do “Bairro Adentro” em pequenas clínicas especializadas.

O resultado da disputa, de acordo com Lander, foi o abandono ainda maior da rede de hospitais públicos.

“A rede hospitalar foi abandonada na parte de insumos e atendimentos, os hospitais sofreram um deterioramento grande”, afirmou.

A quantidade de novas clínicas do “Bairro Adentro”, porém, ainda é insuficiente para atender a toda a população, de acordo com a organização não-governamental PROVEA.

Política

Na mesa da sala de espera do pequeno consultório no bairro de 23 de Enero havia um abaixo assinado em apoio à emenda constitucional que irá a referendo em 15 de fevereiro, cuja eventual aprovação colocará fim ao limite para a reeleição aos cargos públicos, entre eles, a Presidência.

Uma das senhoras que aguardavam atendimento se antecipou em dar uma explicação: "A saúde aqui não tem ideologia política, muitos que vêm aqui não apóiam o comandante (Chávez), mas, mesmo assim, são beneficiados", afirmou Josefina Rodriguez, de 70 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a mortalidade infantil também foi combatida na última década, ao passar de 21,4 por cada mil nascidos, em 1998, para 13,7 em 2007. No Brasil, em 2007, o índice era de 24,32 por cada mil nascimentos.

O “Bairro Adentro” serviu de modelo para as outras “missões”, que abrangem as áreas de educação básica, superior e profissionalizante, de auxílio às mães solteiras, de subsídio alimentar, entre outras.

Em 2005, na metade do governo Chávez, o Ministério de Educação declarou o país “livre de analfabetismo” com a aplicação do método cubano “Yo sí puedo”, metodologia aplicada recentemente na Bolívia e em algumas áreas do nordeste do Brasil.

De acordo com o governo, 1,6 milhão de adultos foram alfabetizados no período de dois anos.

Ainda segundo o governo, 3,4 milhões de pessoas foram graduadas nas “missões” educativas.

Institucionalização

Julio Borges, dirigente do partido de oposição Primeiro Justiça (centro-direita) reconhece que durante o governo Chávez “houve um despertar social muito importante, principalmente entre os mais pobres, com a participação” das pessoas envolvidas com o projeto chavista.

Borges, porém, questiona se a estrutura criada para manter as missões poderá ser mantida ao longo do tempo.

“É um problema estrutural. As pessoas estão contentes com Chávez porque estão se afogando no mar e as missões são um colete salva-vidas. Mas a pergunta é se um dia elas vão sair do mar”, afirmou.

Para a oposição, analistas e inclusive alguns chavistas, a falta de institucionalização nos programas sociais abre o precedente para a corrupção, já que não há um sistema de controle que regule essas atividades e o manejo dos recursos públicos.

Em 2008, o orçamento anunciado para as missões foi de US$ 2,6 bilhões.

O sociólogo Edgardo Lander avalia que, passado o período de “emergência” para a criação dos programas sociais, o governo deveria institucionalizá-los.

“As pessoas não podem viver neste estado de emergência permanentemente e não pode haver essa espécie de militância na gestão pública”, afirmou.

Dívida

A insegurança continua sendo a principal dívida social do governo, na avaliação de especialistas. A violência é a principal preocupação dos venezuelanos, de acordo com uma pesquisa da empresa Hinterlaces.

De acordo com um levantamento do Centro para a Paz e Direitos Humanos da Universidade Central da Venezuela, publicado no relatório da ONG Provea de 2007, em 1998, o índice de homicídios era de 25 por 100 mil habitantes.

Em nove anos o número subiu para uma média de 45 mortos por 100 mil pessoas em 2007, com cerca de 13 mil assassinatos no mesmo período.

“Em um governo que pretende impulsionar a democratização da sociedade e favorecer os setores populares, nos damos conta de que são justamente eles os que mais sofrem as conseqüências da insegurança”, afirmou Edgardo Lander.

“O governo pensa que o problema da segurança é somente estrutural no âmbito da educação e da cultura”, acrescentou Lander.

O ministro de Relações Exteriores, Nicolas Maduro, ex-presidente do Congresso, admite que um dos principais desafios do governo é combater a criminalidade, sem apontar no entanto, soluções para o problema.

“É muito grave que em um país no qual se pretende construir a paz e estabilidade existam esses fenômenos, talvez seja um dos grandes desafios para a próxima década”, afirmou.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Erdogan recebido como herói na Turquia após atrito com presidente de Israel

DAVOS:

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, foi recebido como um herói ao voltar para Istambul depois de abandonar um debate a respeito da Faixa de Gaza no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Durante o debate, o premiê turco não teve permissão para rebater afirmações do presidente de Israel, Shimon Peres, que defendeu a ofensiva israelense no território palestino.

Ao ser interrompido, Erdogan se levantou e abandonou o debate e o fórum.

Shimon Peres disse esperar que as relações entr Israel e a Turquia não seja abaladas pela troca acalorada de opiniões entre ele e Erdogan em Davos.

Indignação

Segundo a correspondente da BBC em Istambul Sarah Rainsford milhares de pessoas tomaram a rua em frente ao aeroporto da cidade turca para dar as boas vindas a Erdogan.

Ao chegar, Erdogan falou à multidão que o aguardava sobre a linguagem e o tom usados por Peres durante o debate.

"Apenas sei que tenho que proteger a honra e o povo turco", disse o premiê em sua chegada ao país. "Não sou um chefe de uma tribo. Sou o primeiro-ministro da Turquia. Tenho que fazer o que tem que ser feito."

De acordo com Rainsford, a operação militar israelense na Faixa de Gaza gerou grande indignação na Turquia e a população parece dar muito apoio à atitude de Erdogan em Davos.

Mais de 1,3 mil palestinos e 14 israelenses morreram durante as três semanas da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, um conflito que começou no dia 27 de dezembro.

Bandeiras

Na manifestação da manhã desta sexta-feira perto do aeroporto a multidão levava bandeiras turcas e palestinas e cartazes elogiando Erdogan como um novo líder mundial.

Correspondentes afirmam que as multidões gritavam "A Turquia está com você".

"Esta noite fiquei muito orgulhoso, muito feliz", disse Mustafa Sahin, que também participou da manifestação.

'Culpa'

Durante o debate na quinta-feira em Davos, Erdogan entrou em confronto com Shimon Peres, que levantou a voz para fazer uma defesa veemente das ações de Israel na Faixa de Gaza.

Erdogan, por sua vez, afirmou que Peres estava falando alto para esconder a própria "culpa".

O premiê turco acrescentou que muitas pessoas morreram na Faixa de Gaza e que seria triste para ele que Peres tenha recebido aplausos depois de defender a ofensiva de Israel. Em seguida, Erdogan acusou o mediador do debate de não permitir que ele falasse a disse que nunca voltaria a Davos.

Mais tarde Erdogan destacou que abandonou o debate não por discordar de Peres, mas por ter tido bem menos tempo do que o líder israelense.

O premiê turco afirmou que respeita Peres, mas "o que ele diz não é verdade".

A Turquia é um dos poucos países muçulmanos a ter acordo com Israel, mas as relações estão abaladas desde que o partido com raízes islâmicas AK foi eleito para o governo do país em 2002.

Erdogan disse à multidão nesta sexta-feira em Istambul que "nossas palavras duras não são contra o povo de Israel, não são contra os judeus, mas são totalmente dirigidas contra o governo de Israel".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

La política exterior de Lula


Por Jorge Castro, para perfil.com

Hace seis años Brasil era una potencia regional en América del Sur; no lo es más. Ahora es un actor global, reconocido como tal por las grandes potencias: Estados Unidos, Unión Europea, China, etc.

La modificación de su estatus internacional se debe a causas internas y externas, estas últimas las fundamentales.

Las causas internas son que Brasil se ha convertido en un país más rico, estable y consolidado institucionalmente que hace seis años; y también menos desigual socialmente.

Es la primera vez en la historia brasileña en que el crecimiento económico coincide con una reducción de las desigualdades sociales.

Las causas externas son las decisivas; en este período emergió una nueva estructura de poder en el mundo; su rasgo central es que más del 80% del crecimiento de la economía mundial es obra de los países emergentes, China en primer lugar.

Este fenómeno central hizo que Brasil, como todos los emergentes, escalara en la jerarquía del poder mundial y de esa forma modificara, irreversiblemente, su estatus internacional.

Este cambio de escala ha modificado la naturaleza de la política exterior brasileña, ante todo en relación con sus vecinos, en primer lugar la Argentina.

El resultado es que su participación en la política mundial ya no es función de su peso relativo en la subregión sudamericana, sino que expresa ahora, y es consecuencia, de la nueva estructura del poder mundial.

Dentro de los emergentes, Brasil presenta dos diferencias cualitativas. En primer lugar, su capacidad de atracción de inversión extranjera directa (IED), el flujo fundamental de la globalización. Este rasgo estratégico está unido, y es parte, de su extraordinaria aptitud para atraer capitales del sistema mundial a través de la Bolsa de San Pablo.

El segundo es la importancia creciente de la transnacionalización de sus industrias y empresas, a la cabeza de América latina y sólo por atrás de China.

El “Brasil protagonista” de los últimos seis años es el que actúa a partir de su nuevo estatus internacional. Sus derrotas y límites en América del Sur –nacionalización de Petrobras en Bolivia resuelta por Evo Morales en 2006, y expulsión de Odebrecht en Ecuador y negativa a devolver el préstamo de 243 millones de dólares del BNDES por el presidente Rafael Correa (septiembre 2008), entre otros– han tenido lugar desde, a partir, y en gran parte como consecuencia de su nueva plataforma internacional.

Es paradójico que Brasil, a medida que profundiza su condición de actor global, pareciera estar cada vez más “aislado” en América del Sur.

Es sólo un fenómeno óptico. Ocurre que la región en su conjunto y en especial los países que se definen por una política sistemática de desconexión del sistema mundial –Venezuela, Bolivia, Ecuador– están cada vez más aislados de las corrientes de fondo del capitalismo en su fase de globalización.

Lo decisivo del papel mundial de Brasil, expresión de una política exterior que se revela a partir de su nuevo estatus internacional, es el acuerdo con EE.UU. en la fase final de la Ronda de Doha (julio 2008), en el marco de la Organización Mundial de Comercio (OMC).

El acuerdo con EE.UU., por el que Brasil aceptó una reducción significativa de sus aranceles industriales como contrapartida a la disminución de los subsidios y a la apertura de los mercados agrícolas en los países del G-7, es una decisión que marca un punto de inflexión en la historia de la política exterior de Brasil, que equivale al traslado del eje internacional desde Gran Bretaña a EE.UU., realizado por el Barón de Río Branco en 1906; o la declaración de guerra al Eje, por impulso de Getulio Vargas y Oswaldo Aranha, en octubre de 1942.

El contenido histórico del acuerdo con EE.UU. puede formularse así: Brasil dejó de actuar como un país emergente, todavía virtualmente reivindicador, y asumió su condición de integrante de la nueva plataforma de poder mundial en los próximos 25 años, junto con EE.UU. y China. Hay que prever que Brasil aumentará su importancia mundial en los próximos 10-15 años y por eso no teme, ni temerá, la apertura creciente de su economía, sinónimo de integración irreversible en el capitalismo en su fase de globalización.

Esta convicción fue expresada por el presidente Lula en el texto del G-20 (15/11/2008), el nuevo “Consenso de Washington”.

En relación inversa a su nuevo estatus global, pierde para Brasil importancia relativa el Mercosur y la alianza estratégica (“Parceria”) con la Argentina. El Mercosur, y en general América del Sur, era la plataforma desde la que podía proyectarse como actor global. Ese objetivo ha sido ahora logrado: ya es un actor global. Por eso la región y la Argentina pierden importancia relativa en su proyección internacional.

CPI investiga casos de espionagem de funcionários na Deutsche Bahn

HAUPTBAHNHOF DE FRANKFURT (para aumentar a imagem, clique em cima da mesma):

A companhia ferroviária alemã Deutsche Bahn admitiu em declarações a uma comissão parlamentar de inquérito ter investigado o comportamento 173 mil funcionários numa campanha anticorrupção. Políticos se dizem chocados.

Deutsche Welle

As recentes revelações a respeito de uma intensa ação de espionagem da companhia ferroviária alemã Deutsche Bahn contra seus funcionários contradizem declarações anteriores da mesma empresa a respeito de suas controversas investigações internas.

Na última semana, a Deutsche Bahn admitiu ter averiguado o comportamento de mais de mil de seus executivos da categoria sênior, num procedimento que faz parte de um processo interno para apurar casos de corrupção. A empresa nega, no entanto, ter espionado esses funcionários.

Na última quarta-feira (28/01), contudo, Wolfgang Schaupensteiner, comissário encarregado de anticorrupção dentro da Deutsche Bahn, declarou, em depoimento a uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), que as investigações realizadas sem o conhecimento dos funcionários teria sido muito mais ampla do que o conhecido até agora.

Segundo ele, mais de 66% dos empregados da companhia ferroviária foram espionados secretamente. As espionagens tinham por meta detectar possíveis atividades profissionais externas dos funcionários ou descobrir ligações destes com fornecedores.

"Nova dimensão"

Horst Friedrich, encarregado do Partido Liberal (FDP) de assuntos relacionados ao transporte, acredita que os atos de espionagem da Deutsche Bahn são "um escândalo de dimensão inteiramente nova". Também o Partido Verde acusou a companhia ferroviária de ter violado maciçamente a privacidade de seus funcionários.

Peter Schaar, encarregado do governo federal para proteção de dados, afirmou ter ficado horrorizado com o altíssimo número de empregados investigados pela Deutsche Bahn. "É completamente sem sentido colocar todo e qualquer maquinista sob suspeita", diz ele.

As ações de espionagem aconteceram entre os anos de 2002 e 2003, quando dados como endereço, número de telefone e informações bancárias dos funcionários foram comparadas com uma lista de 80 mil empresas que mantêm negócios com a Deutsche Bahn. De acordo com as declarações dos depoentes perante a CPI, de um total de 173 mil investigações, foram descobertos cem casos de irregularidades.

A Deutsche Bahn, por sua vez, defendeu seus atos de investigação, afirmando terem sido estes legítimos e apropriados. "Ao contrário de várias afirmações, não há nada de errado em comparar os endereços de funcionários e de fornecedores, em procedimentos denominados de screening, não importando o número de empregados investigados", afirmou Oliver Schumacher, porta-voz da Deutsche Bahn.

Sob fogo cruzado

No entanto, a companhia ferroviária foi bombardeada em função de seus programas de espionagem de funcionários, conduzidos nos anos de 2002 e 2003 e descobertos na última semana pela revista Stern. De acordo com a publicação, a vigilância dos funcionários foi feita pela Network Deutschland, a mesma empresa contratada pela operadora de telecomunicações Deutsche Telekom para espionar secretamente seus funcionários.

Schaupensteiner acusou a revista de ter reavivado uma história antiga, baseada em informações que a própria Deutsche Bahn teria divulgado em junho de 2008. "Não ocorreram novos casos desde então", disse o porta-voz da companhia ferroviária.

A reportagem da revista Stern referia-se às duas maiores operações de espionagem conduzidas nos anos de 2002 e 2003, durante a qual executivos e suas mulheres foram espionados sob suspeita de estarem mantendo atividades comerciais paralelas ou alimentando ligações com fornecedores.

Ação legal

Schaupensteiner afirmou que esta teria sido "uma ação legítima e necessária, destinada a manter sob controle um potencial conflito de interesses". Segundo ele, não são raros os casos de empregados de grandes empresas que fundam suas próprias firmas para então fazer pedidos de fornecimento de mercadorias para si mesmos.

Schaar, o encarregado da proteção de dados no governo, reivindicou uma ação legal contra a Deusche Bahn. A comissão parlamentar encarregada de questões relativas ao transporte irá se reunir novamente no dia 11 de fevereiro, a fim de debater novamente o caso.

A comissão, que entregou a Schaupensteiner uma lista com 60 perguntas, deverá questionar ainda outros dois executivos da Deutsche Bahn, encarregados dos departamentos de auditoria e segurança.

La Audiencia investigará a un ex ministro israelí y a seis militares por un bombardeo a Gaza en 2002


El juez Fernando Andreu imputa al ex jefe de Defensa Ben-Eliezer por la muerte de un presunto líder de Hamas y catorce civiles | Barak acusa de vivir en "un mundo al revés" a quienes tildan de genocidio el ataque a un terrorista

La Vanguardia

Madrid / Jerusalén. (Agencias).- El juez de la Audiencia Nacional Fernando Andreu ha imputado al ex ministro de Defensa Benjamín Ben-Eliezer y a seis militares israelíes un delito contra la humanidad por un ataque en la franja de Gaza el 22 de julio de 2002 en el que murieron un presunto líder de Hamas, Salah Shehade, y catorce civiles, la mayoría niños y bebés- e hirió a 150 personas. El ministro de Defensa israelí, Ehud Barak, ya ha anunciado que "hará todo" lo necesario por anular el proceso.

En el comunicado, divulgado por el ministerio israelí de Defensa, se califica de "delirante" la querella. El texto afirma que "quien califique de Crímenes contra la Humanidad la liquidación de un terrorista vive en un mundo al revés". Andreu adopta esta decisión en un auto en el que admite a trámite la querella que interpuso el Centro Palestino para los Derechos Humanos (PCHR, por sus siglas en inglés) por estos hechos: el lanzamiento por parte de un avión de combate israelí de una bomba de una tonelada contra la vivienda de Salah Shehade, un destacado dirigente de Hamas, situada en el barrio Daraj.

Este ataque "contra la población civil", según indica Andreu en el auto en el que admite la querella, "es producto de una acción que se adivina como claramente desproporcionada o excesiva" y advierte de que, "si en el curso de este procedimiento se prueba" que responde a "una estrategia preconcebida", podría dar lugar a una calificación "más grave" de los hechos.

En su resolución, Andreu acuerda cursar una comisión rogatoria a la Autoridad Nacional Palestina para poder desplazarse a la franja de Gaza a tomar declaración a los querellantes, testigos y víctimas de este ataque, y otra al Gobierno israelí para notificar este auto a los imputados, con el objeto de citarles para ser interrogados.

Sin embargo, todo indica que Israel no colaborará, ya que, según explica el propio Andreu en su auto, la decisión de admitir la querella la ha adoptado tras "no haber recibido respuesta alguna a la solicitud formulada" al Estado de Israel sobre si se estaba investigando ya este ataque. Según Andreu, "a la vista" del relato de hechos de la querella, "nos encontraríamos ante la existencia de un ataque contra la población civil, ya de inicio ilegítimo", que debe ser considerado "indiciariamente" como un delito contra la humanidad que puede ser investigado por la Justicia española en virtud del principio de jurisdicción universal.

En el bombardeo, según la querella, la casa de Shedade fue alcanzada, pero también lo fue la ocupada por la familia Mattar, lo que causó la muerte a siete de sus miembros. En total fallecieron el líder de Hamas, su mujer, su hija y su guardaespaldas y otras once personas -la mayoría de ellos niños y bebés-, y 150 resultaron heridas, algunas con lesiones graves.

Entre los imputados destacan, además del ex ministro de Defensa, su ex asesor militar, Michael Herzog, el ex jefe del Estado Mayor general Moshé Yaalón, y el comandante de las Fuerzas Aéreas israelíes cuando se produjo el ataque, Dan Halutz. También figuran el general al mando del Mando Sur de las Fuerzas de Defensa, Doron Almog, el presidente del Consejo Nacional de Seguridad y Asesor Nacional de Seguridad, Giora Eiland, y el director del Servicio General de Seguridad, Abraham Dichter.

El Centro Palestino para los Derechos Humanos (PCHR, por su siglas en inglés) presentó una demanda en el Reino Unido contra el que fuera jefe del Distrito Sur del Ejército israelí, general Dorón Almog, por su supuesta participación en crímenes de guerra en la franja de Gaza cuando ocupaba ese cargo.

Almog, que viajó a Londres de vacaciones con su familia en septiembre de 2005, se vio obligado a regresar sin siquiera descender del avión al ser advertido de que si lo hacía sería detenido por la policía.

Otro juez de la Audiencia Nacional, Ismael Moreno, tiene pendiente decidir si admite a trámite una querella presentada este mes por la Asociación Intercultura contra los líderes políticos y militares de Israel por la actual ofensiva en Gaza.

El costo de los lefebvristas

Daniel Paz & Rudy:

El Rabinato de Israel exige una disculpa por la anulación papal de la excomunión a los cuatro obispos integristas. Intentando frenar la polémica, Benedicto XVI condenó en la audiencia pública de los miércoles la negación del Holocausto.


Página/12

En un principio fue la anulación de la excomunión de cuatro obispos cismáticos lefebvristas. Luego se hizo pública la parcialidad histórica del obispo ultraconservador Richard Williamson: “Las evidencias están inmensamente en contra de que seis millones de judíos murieran asesinados en cámaras de gas”, afirmó a una cadena televisiva sueca. Entonces, las críticas estallaron, al obispo y al Papa por haberle levantado la sanción. Ayer, el Rabinato de Israel escaló la polémica y cortó todos sus lazos con el Vaticano e, incluso, suspendió un encuentro judeo-cristiano programado para marzo. El anuncio de ruptura de Jerusalén fue recibido con preocupación por el Vaticano y obligó a Benedicto XVI a condenar públicamente el revisionismo sobre el Holocausto. Mientras tanto, Williamson se encuentra “guardando silencio” en una comunidad de la Fraternidad San Pío X de La Reja, en el partido de Moreno.

“Sin una disculpa pública será difícil continuar con este diálogo”, aseguró Oded Weiner, director general del Rabinato de Israel, en una carta enviada directamente al Vaticano, luego de las declaraciones de Williamson. Weiner comunicó su indignación por la rehabilitación del obispo británico y suspendió la reunión interreligiosa entre el Rabinato –organismo oficial en Israel– y la Comisión vaticana para las Relaciones Religiosas con el Judaísmo –presidida por el cardenal Walter Casper– que debía celebrarse del 2 al 4 de marzo próximo en Roma.

Recientemente, Williamson descartó, en una entrevista con un medio sueco, la posibilidad de que seis millones de judíos murieran a manos de los nazis durante la Segunda Guerra Mundial. El obispo estimó que a lo sumo se trata de “entre 200 y 300 mil muertos en campos de concentración, pero ninguno en cámaras de gas”, según dijo el 21 de enero, tres días antes de que Benedicto XVI concretara la ya por entonces anunciada anulación de la excomunión.

El rabino Shear Yishuv Cohen, colega de Weiner en la Comisión israelí paralela, se mostró esperanzado en que el obispo lefebvrista corrija su postura y dichos antes de volver al diálogo interreligioso.

La creciente polémica entre el Vaticano y miembros de la comunidad judía llevó a Ratzinger a condenar públicamente y con dureza las posturas negacionistas sobre el Holocausto. Ante varios miles de fieles, que asistían a la audiencia de los miércoles, el Papa reiteró su “plena e indiscutible solidaridad” con los judíos y condenó, nuevamente, “la matanza de millones de víctimas inocentes de un ciego odio racial y religioso”. Asimismo, a partir de la referencia al “revisionismo”, el Pontífice descalificó las declaraciones de Williamson: “La Shoá debe ser para todos una advertencia contra el olvido, la negación o el reduccionismo, ya que la violencia hecha contra un solo hombre es violencia contra todos”, subrayó el Papa.

Paralelamente, Benedicto XVI debió explicar su decisión de levantar la excomunión a los cuatro prelados ordenados en 1988 por el arzobispo Marcel Lefebvre, sin el consentimiento de Juan Pablo II. Ratzinger subrayó que la misión del Papa es “trabajar por la unidad de todos los cristianos” y con esa medida se trató de hacer un gesto de “paterna misericordia”. No obstante, el Pontífice exigió a los cuatro prelados que reconozcan su magisterio y autoridad y acaten, sobre todo, el Concilio Vaticano II, negado por Lefebvre y sus seguidores en los ’60. En realidad, tanto Juan Pablo II como Benedicto XVI han dado durante años numerosos pasos –entre ellos la recuperación en 2007 de la misa en latín– para que los “lefebvrianos” regresaran a la obediencia oficial de la Iglesia.

Sin embargo, durante 20 años los tradicionalistas se mantuvieron firmes en sus planteos y demandaron el levantamiento previo de las excomuniones para el inicio del diálogo. Luego de las exigencias papales pronunciadas ayer, el obispo Bernard Fellay –uno de los cuatro rehabilitados y superior de la Fraternidad San Pío X– reiteró, en una carta enviada a sus seguidores, sus “reservas” sobre el Concilio Vaticano II.

Mientras los intercambios interreligiosos continúan, Williamson descansa en una comunidad cristiana del conurbano bonaerense. “Sí está, pero no va a hablar”, aseguró el cura francés Jacques Barrou al confirmar que el obispo británico dirige un seminario ultraconservador en la localidad de La Reja, a unos 50 kilómetros al oeste de Buenos Aires. El religioso aseguró que Williamson vive en esa localidad “de manera estable” y que en la actualidad “está descansando porque no hay clases” en el seminario.

BATTISTI E BHL

O Último Julgamento, de Jeronymus Bosch:

Juremir Machado da Silva, para Correio do Povo

Tive, ontem, uma longa conversa por telefone com o filósofo francês Bernard-Henri Lévy. Foi ele quem mais influenciou o ministro Tarso Genro a tomar a decisão de conceder asilo político ao italiano Cesare Battisti. Quando veio a Porto Alegre participar do ciclo de conferências Fronteiras do Pensamento, BHL aproveitou para ir a Brasília visitar Battisti e ter um encontro com Tarso Genro para argumentar em favor do prisioneiro. Lévy, uma celebridade francesa comprometida com os direitos humanos e um severo crítico do marxismo, longe, portanto, de ser um esquerdista desvairado, está convencido do acerto da posição brasileira. Tarso Genro merece todos os seus elogios: 'Genro é um grande homem, um intelectual preocupado com a filosofia, a formalidade e a justiça do direito. O Brasil é um grande país e não pode aceitar a pressão ideológica de Berlusconi. Ainda bem que o presidente Lula tem estatura para não ceder'.
Sem qualquer hesitação, BHL me repetiu o seu principal argumento: todo homem tem direito a encontrar o seu juiz. Um julgamento à revelia não pode ser considerado definitivo quando se tem a possibilidade, evidentemente posterior, de ouvir o acusado e dar-lhe direito de defesa. É a legislação italiana que, segundo BHL, está errada. Ele apoiaria a extradição de Battisti se um novo julgamento fosse fixado. Para BHL, com a assombrosa tranquilidade de quem está habituado a grandes combates e não se impressiona ao ser chamado de defensor de um assassino, saber, neste momento, se Battisti é culpado ou inocente dos assassinatos que lhe imputam é irrelevante. O essencial é dar-lhe novo julgamento. Sem isso, torna-se incontornável conceder-lhe asilo político.
BHL considera que a França de Jacques Chirac errou ao aceitar extraditar Battisti e diz que Nicolas Sarkozy não faria o mesmo. A condenação do terrorista, enfatiza, deu-se exclusivamente com base na delação premiada do 'arrependido' Mutti. Lévy garante que são mentirosas as afirmações de procuradores italianos sobre a existência de outras testemunhas decisivas: 'Não sou policial nem juiz. Sou filósofo e homem. Não me cabe julgar Battisti ou apresentar a prova da sua inocência ou culpabilidade. Cabe-me como intelectual reclamar o direito inquestionável de defesa a um acusado, mesmo que ele tenha fugido. Não se entrega um homem para que passe toda a sua vida na prisão sem direito a apresentar a sua defesa. Em relação a esse ponto, sejamos claros, não pode haver discussão. O Brasil está de parabéns pelo seu ato'.
Cutuquei BHL, fazendo o papel de advogado do diabo (ou advogado do diabo era ele?), se não haveria na opção do governo brasileiro, do qual fazem parte alguns ex-guerrilheiros, uma solidariedade 'corporativa'. A resposta foi categórica: 'Isso não tem a menor importância. É mesquinho pensar dessa maneira. Existem princípios que devem estar acima de qualquer circunstância ou ideologia. São princípios universais. Um deles, base da sociedade democrática e do Estado de direito, é garantir a possibilidade de defesa a um acusado'. O jornalismo brasileiro de direita, que vocifera ideologicamente contra Tarso Genro, acusando-o de parcialidade ideológica, poderia dar-se o trabalho de ser, vez ou outra, um jornalismo do direito. O resto é conversa para assustar leitores ansiosos de consultório de dentista e telespectadores do 'Big Brother'.

juremir@correiodopovo.com.br

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Britânico preso por sofá 'sobrevive' a goles de uísque


Um homem que ficou preso debaixo do sofá de sua casa durante dois dias diz que sobreviveu bebendo uísque de uma garrafa que caiu perto de onde ele estava.

O britânico Joe Galliott, de 65 anos, conta que ficou desorientado durante uma queda de energia em sua casa e acabou caindo no sofá, que virou por cima dele.

"O sofá virou por cima de mim e me prendeu como a um rato em uma ratoeira", disse Galliott à BBC.

Como tem problemas de coluna, Galliott não conseguiu mover o sofá e ficou preso por 60 horas, até que um vizinho conseguiu ver a cena pela janela.

Segundo Galliott, uma garrafa de uísque caída perto de onde ele estava o manteve são e salvo durante o período em que ficou preso sob o sofá.

"Eu tomei um gole (de uísque) e pensei: 'até que isso não é tão ruim'", disse.

Vizinho

Depois de horas sem comida ou água, Galliott afirma que começou a ficar preocupado.

"Parecia interminável, você pensa que vai ficar lá para sempre", afirmou.

Galliott foi salvo quando um vizinho, preocupado porque as cortinas da casa estavam fechadas há dois dias, resolveu espiar por uma fresta.

Depois de resgatado, o britânico passou cinco dias se recuperando em um hospital.

De volta a sua casa, Galliott diz que vai passar a manter uma garrafa de uísque sempre por perto, "por precaução".

CACHORRO É ASSOCIADO AO INTERNACIONAL E GANHA CARTEIRINHA


Um cachorro está entre os 78 mil sócios do Inter. Há um mês, Bjorn Borg Handler, um golden retriever de sete anos, foi associado ao clube do coração da dona, a engenheira Carolina, 27.
A colorada pediu para ter sua imagem e seu sobrenome preservados. Sócia remida, está isenta de mensalidade e encontrou no “filho” um meio de contribuir com o Inter.
– Queria ajudar de alguma forma no centenário. Desde dezembro, pago R$ 20 mensais em nome do Borg – disse Carolina.
O golden retriever tem relação estreita com o esporte. O nome é homenagem ao legendário tenista sueco, multicampeão nas décadas de 70 e 80. Entre seus 16 filhotes, há um batizado como Muricy.

AQUI

BRASÍLIA: REFLEXOS IMPERFEITOS

Uma Superquadra de Brasília:

Mensagem (e-mail) de dois amigos que se encontram (literalmente), no momento, na Capital Federal:

Mensagem original:

Eu e o X tomamos umas e outras e comemos sanduíche de mortadela num bar que imita um “mercado público” (típico equipamento urbano de cidades que evoluíram a partir de entrepostos mercantis ou rotas comerciais primitivas, o que não é o caso de Brasília),... aqui na capital federal, aliás, o referido lugar fica em frente a uma imitação de avenida (que tem o nome simpático de W3) dentro de uma região maior que imitava um bairro (aqui chamam de super-quadra). Ou seja, tudo aqui são imitações (ou reflexos imperfeitos, que tal ?), o que é muito original é que elas só existem aqui....são típicas de Brasília!

Réplica de X:

O que não é fake em Bsb é o pescoço de peru do Mané das Codornas e os preços. São originalmente caros...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Rango (Edgar Vasques)



Visite TINTA CHINA.

Aquecimento global pode ser irreversível, diz estudo


Rajesh Mirchandani
De Los Angeles para a BBC News

Uma equipe de cientistas especializados em meio ambiente nos Estados Unidos fez um alerta de que muitos dos efeitos das mudanças climáticas podem ser irreversíveis.

Em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas afirmam que as temperaturas na Terra podem se manter altas por até mil anos, mesmo se as emissões de gás carbônico (CO2) fossem eliminadas hoje.

Segundo os pesquisadores, se o nível de CO2 na atmosfera continuar a subir, vai chover menos em áreas que já são secas no sul da Europa, na América do Norte e em partes da Ásia e da Austrália.

Eles também afirmam que, atualmente, os oceanos estão desacelerando o aquecimento global ao absorver calor, mas que em algum momento vão liberar este calor de volta à atmosfera.

Mudanças nos EUA

A divulgação das conclusões dos ambientalistas coincide com o pedido feito pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que a Agência Americana de Proteção Ambiental reveja as regras de emissão de gás carbônico por veículos de passageiros.

Vários Estados americanos, liderados pela Califórnia, querem introduzir leis para obrigar as montadoras a melhorar drasticamente a eficiência do uso de combustíveis.

A medida encontrou oposição de vários setores, que argumentam que essa decisão poderia derrubar a demanda por novos carros neste período de recessão.

Os cientistas envolvidos na nova pesquisa dizem que políticos precisam agir imediatamente para contrabalançar os danos já provocados ao meio ambiente.

CONCERTO PARA TRÊS GUITARRAS E UM TRATOR



Visite BLUE BUS.

O que é uma crise capitalista?

Foto de Sebastião Salgado:

Visite PIMENTA NEGRA.
Visite DIÁRIO GAUCHE.

Desde logo, vejamos o que não é uma crise capitalista:

Haver 950 milhões de famintos em todo o mundo não é uma crise capitalista

Haver 4.750 milhões de pobres no mundo não é uma crise capitalista

Haver 1.000 milhões de desempregados espalhados por todo o mundo não é uma crise capitalista

Haver mais de 50% da população mundial no subemprego ou que trabalhe em condições precárias não é uma crise capitalista

Haver 45% da população mundial sem a acesso directo a água potável não é uma crise capitalista
Haver 3.000 milhões de pessoas sem serviços sanitários mínimos não é uma crise capitalista

Haver 113 miçhões de crianças sem acesso à educação e 875 milhões de adultos analfabetos não é uma crise capitalista

Morrerem 12 milhões de crianças todos os anos por doenças que são perfeitamente curáveis não é uma crise capitalista

Morrerem 13 milhões de pessoas morram em cada ano por causa da deterioração do meio ambiente e das mudanças climáticas não é uma crise capitalista

Haver 16.306 espécies em vias de extinção, das quais uma quarta parte são mamíferos não é uma crise capitalista



Tudo isto, como se sabe, já havia antes, e não gerou nenhuma crise capitalista.

Pode ser tudo, mas não é, segundo os economistas e «especialistas» na matéria, uma crise capitalista.

O que é, então, uma crise capitalista? Ou, dito por outras palavras, quando é que começa a sentir-se uma crise capitalista?

A crise capitalista aparece quando os lucros esperados, e que são o fim e a razão de ser das empresas capitalistas, não são alcançados. Aí sim, quando os lucros já não são tão elevados como se esperava, fala-se então de uma crise capitalista.

Ou seja, a crise capitalista surge quando os factos associados aos indicadores sócio-económicos acima referidos sobre a fome, a pobreza, o desemprego, a precariedade, a escassez de água potável e de apoio sanitário, mostram que não são suficientemente maus e negativos para garantir a rentabilidade dos investimentos e do capital dos poderosos grupos e empresas multinacionais, pelo que a manutenção da rentabilidade desses conglomerados empresariais exigirá ainda uma maior degradação das condições sociais de vida das populações como meio para garantir as tão almejadas taxas de lucro das grandes empresas mundiais, que são quem verdadeiramente dominam o mundo, segundo a lei que as governa, isto é, a maximização do lucro e a capitalização dos ganhos.

NOTA FINAL:

Curiosamente, dizem os «donos» deste mundo que quem não pensa em função da maximização dos lucros e da acumulação do capital, esses são pessoas sonhadoras, irresponsáveis, líricas, idealistas subversivos…

Mas, afinal, quem se mostra verdadeiramente fanatizado pelo fundamentalismo do lucro e do capital, longe das realidades e das necessidades das populações, quem tem sido responsável pelo crescimento insustentável e desigualitário, quem se revela completamente viciado na roleta desta economia de casino como é o capitalismo, são essas figuras pardas, cínicas e sombrias que nos governam, exploram e oprimem.

Texto de Viriato

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

La farmacéutica Pfizer compra a su competidora Wyeth en una de las mayores operaciones del sector


Nueva York. (dpa) - La mayor compañía farmacéutica del mundo, la estadounidense Pfizer, comprará a su competidor Wyeth por 68.000 millones de dólares, en una de las mayores operaciones de los últimos años y la más importante desde el estallido de la crisis financiera global, confirmaron ambas empresas en Nueva York.

La Vanguardia

Arquitetos suíços convidados para projeto polêmico

José Serra:

Estrelas da arquitetura mundial, os suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron foram convidados para seu primeiro projeto no Brasil, em São Paulo.

O problema é que não houve concorrência pública para o projeto, o que acabou provocando uma grande polêmica no país.

Reconhecidos e respeitados por seus pares há muitos anos, os arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron foram alçados à condição de estrelas internacionais após assinarem projetos de grande visibilidade, como a Tate Modern de Londres e o Estádio Olímpico de Pequim (conhecido como Ninho do Pássaro), entre outros.

Tanto prestígio fez com que o governo do estado de São Paulo convidasse no fim de 2008 o escritório Herzog & De Meuron para participar de seu primeiro grande projeto no Brasil, o Teatro da Dança e da Ópera de São Paulo. Mas, a escolha, feita sem que fosse aberto um processo de licitação pública, acabou provocando uma grande polêmica no país.

De um lado, associações representativas dos arquitetos brasileiros protestam contra a escolha de profissionais estrangeiros e criticam o montante que será pago pelo governo paulista ao escritório suíço. De outro, o alto custo estimado para o projeto faz com que os opositores do governador José Serra, candidato declarado à Presidência da República, o critiquem por fazer uso eleitoral da obra.

Projetado para ser a futura sede da São Paulo Companhia de Dança e do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, o Teatro da Dança e da Ópera será erguido no terreno onde está situada a antiga rodoviária da capital paulista, atualmente um shopping, no histórico bairro da Luz.

O complexo, segundo a Secretaria de Cultura de São Paulo, ocupará uma área de cerca de 20 mil metros quadrados e abrigará salas de ensaio, uma biblioteca e um espaço para aulas de dança, além de três teatros. O principal terá capacidade para cerca de 1,8 mil espectadores, enquanto os outros dois terão 600 e 450 lugares, respectivamente.

O custo total estimado pelo governo estadual para o projeto de construção do Teatro da Dança e da Ópera de São Paulo é de R$ 300 milhões. Segundo a Secretaria de Cultura, o contrato firmado com o escritório Herzog & De Meuron prevê o pagamento de uma comissão entre 6,5% e 8,5% desse valor, o que significa algo entre R$ 19,5 milhões e R$ 25,5 milhões.

Críticas ao custo

Considerado como demasiado alto, este valor provocou a ira de parte dos arquitetos brasileiros. O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) decidiu enviar uma petição ao secretário estadual de Cultura de São Paulo, João Sayad, "solicitando esclarecimentos sobre a forma de contratação do escritório internacional".

Em nota pública, a presidente da IAB-SP, Rosana Ferrari, afirma que o instituto pediu ao seu "Grupo de Licitação" - composto pelos arquitetos Altamir Fonseca, Anne Marie Sumner e Hector Ernesto Vigliecca - que emitisse "um parecer técnico, estudando melhor o que aconteceu e até onde essa situação está em desacordo com a nossa legislação".

Em uma outra iniciativa, dois renomados arquitetos paulistas, Euclides Oliveira e Pitanga do Amparo, enviaram uma petição aberta ao governador José Serra para apresentar "algumas considerações" sobre o que definem como "a contratação irregular do escritório de arquitetura suíço superstar Herzog & De Meuron".

Além de acusarem Serra de visar "um mais que manjado 'Efeito Bilbao' de caráter eleitoreiro" com a construção do Teatro da Dança e da Ópera, Oliveira e Amparo criticam o valor que será pago aos suíços pelo projeto: "Pretende o governo pagar ao Herzog & De Meuron R$ 25 milhões pelo projeto, enquanto paga aos nossos arquitetos, por exemplo, cerca de R$ de 15 mil por projeto de escola de segundo grau com 15 salas de aula, o que não deixa de ser uma afronta à nossa categoria profissional", diz a petição.

Governo se defende

O Governo de São Paulo se defende das críticas afirmando que a escolha do escritório suíço está amparada pela Lei Federal 8.666, de 1993, que determina ser "inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição para a contratação de serviços técnicos de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização".

Determinada a não alimentar a polêmica, a Secretaria de Cultura de São Paulo evita falar sobre o assunto. Em comunicado à imprensa, o secretário João Sayad afirmou que dispensou a licitação pública "porque isso engessaria a possibilidade de alterar o projeto". Sobre a escolha da prestigiada dupla suíça, Sayad afirmou que "queríamos nomes notáveis".

Conclusão em 2010

Procurado pela reportagem da swissinfo, o escritório Herzog & De Meuron também foi sucinto nas informações e evitou tocar na polêmica: "Jacques Herzog e Pierre de Meuron estão apenas começando a trabalhar no desenvolvimento do projeto do Teatro da Dança e Ópera de São Paulo, por isso ainda é muito cedo para divulgar desenhos ou estudos sobre o projeto neste momento", informou Jolanda Meyer, gerente de Comunicações do escritório de arquitetura.

Na única declaração publicada na imprensa brasileira desde que foi anunciada a escolha feita pelo governo paulista, Pierre de Meuron afirmou ao jornal Folha de São Paulo que não vê a hora de dar início ao seu primeiro projeto no Brasil: "Tenho ótimas lembranças do Brasil, de Brasília, de São Paulo. Agora, há uma boa perspectiva para voltar e me envolver mais com as pessoas. Como acontece em todos os nossos projetos, precisamos conhecer melhor a cidade onde vamos trabalhar, analisar, compreender, olhar a região", disse.

Os arquitetos suíços devem apresentar seu projeto ao Governo de São Paulo até o fim de março e, para tanto, já organizam a montagem de uma filial de seu escritório com cerca de 20 profissionais na capital paulista.

As obras devem começar no segundo semestre de 2009 e têm término previsto para o final de 2010. Para facilitar seu trabalho, Herzog e De Meuron contarão com um estudo de cerca de 200 páginas realizado pela empresa inglesa Theatre Projects Consultants, que é especialista na construção de teatros e responsável por cerca de 300 projetos de teatro em todo o mundo.

swissinfo, Maurício Thuswohl, Rio de Janeiro

Mulheres bonitas deixam Berlusconi em maus lençóis


Jornal de Notícias

O chefe do Governo italiano, Sílvio Berlusconi, abriu uma nova polémica ao defender a necessidade de aumentar o número de soldados nas ruas para evitar as violações, com uma frase sobre as mulheres considerada "irresponsável" pela oposição.

"Teríamos que ter (nas ruas) tantos soldados quantas mulheres italianas bonitas existem, creio que não o conseguiremos nunca", afirmou Berlusconi, comentando os recentes casos de violação ocorridos no país.

As palavras de Berlusconi foram duramente criticadas pela oposição, com o líder do Partido Democrata, Walter Veltroni, a classificá-las como "piadas de mau gosto" do chefe do Governo "perante o drama de tantas mulheres que foram violadas nos últimos dias".

Confrontado com a polémica criada, Berlusconi defendeu-se minimizando o valor da sua declaração e classificando os casos de estupro como "indignos" e "execráveis".

O Governo anunciou no sábado que reforçará de 3.000 para 30.000 o número de soldados a patrulharem as principais cidades italianas e locais considerados "de risco" como embaixadas e centros que podem estar "na mira do terrorismo".

Esta frase de Berlusconi é apenas mais um momento caricato na vida do primeiro-ministro italiano, que já foi apanhado a simular sexo com um polícia e a fazer "cu-cu" à chanceler alemã Angela Merkel, quebrando completamente o protocolo.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Daniel Paz & Rudy



Página/12

Agências que atuam em Gaza protestam contra a BBC

Sede da BBC (Londres):

Fonte: BBC
Um grupo que reúne entidades de direitos humanos e ONGs britânicas protestou neste sábado contra uma decisão da BBC de não transmitir um apelo para ajudar os palestinos na Faixa de Gaza.

O protesto reuniu cerca de 200 pessoas em frente ao prédio da Broadcasting House, no centro de Londres.

A BBC alega que a transmissão do apelo do Comitê de Desastres Emergenciais (DEC, na sigla em inglês), uma coalizão de 13 agências humanitárias, comprometeria a imparcialidade de sua cobertura do conflito entre palestinos e israelenses.

Segundo o diretor-geral da organização, Mark Thompson, a divulgação do apelo nos canais de rádio e televisão poderia ameaçar a confiança do público na imparcialidade da BBC.

Crítica

A decisão foi criticada pelas entidades do DEC e pelo governo britânico.

Segundo o secretário britânico do Desenvolvimento Internacional, Douglas Alexander, o público sabe distinguir o apoio à ajuda humanitária de uma cobertura parcial sobre o conflito.

Ele pediu a todas as empresas de comunicação para que considerem “o grande sofrimento humano que ainda ocorre em Gaza” na hora de decidir sobre a transmissão do apelo.

O ministro da Saúde britânico, Ben Bradshaw, que já trabalhou como jornalista na BBC, também criticou a decisão da BBC. Segundo ele, a decisão é “inexplicável” e as razões dadas pela direção da empresa seriam “muito fracas”.

Durante o protesto, o político britânico Tony Benn disse que a decisão “trai as obrigações que a BBC deve como um serviço público”.

Outras emissoras britânicas, como a ITV e a Sky haviam concordado em não exibir o apelo.

Depois dos protestos, no entanto, a ITV, o Channel Four e o Five, optaram por transmitir a campanha.

A Sky afirmou que ainda está analisando o pedido da DEC.

Imparcialidade

A chefe de operações da BBC, Caroline Thomson, disse que a empresa é sempre muito cuidadosa ao decidir sobre a transmissão de apelos como esse.

“Temos que ter certeza de duas coisas quando decidimos exibir os apelos: primeiro, que o dinheiro será repassado para as pessoas que precisam. Segundo, que podemos transmitir dentro de nossos princípios editoriais e sem afetar a percepção do público sobre a nossa imparcialidade”, disse Thomson.

Ela afirmou ainda que, em conflitos controversos como a recente crise em Gaza, a imparcialidade é uma grande questão para a BBC.

O presidente da Iniciativa Muçulmana Britânica, Mohammed Sawalha, disse que a BBC deveria se “envergonhar da cobertura sobre a agressão de Israel”.

Segundo ele, a empresa fracassou em mostrar o sofrimento do lado palestino e agora estaria preocupada com a imparcialidade.

“A BBC não foi imparcial ao longo da crise”, disse ele.

COMENTÁRIO REDUNDANTE DO OMAR: A publicação dessa notícia no próprio sítio da BBC deixa margem a algumas interpretações. Uma delas é de que parece haver uma disputa a respeito de sua linha editorial.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Obama cerró Guantánamo y prohibió la tortura


Al ordenar el cierre de la emblemática prisión en el plazo de un año, Obama dijo que EE.UU. nunca debió apartarse de sus valores y sus ideales para ganarle al terrorismo, admitiendo tácitamente que eso es lo que había pasado.

Por Mercedes López San Miguel, para Página/12

Barack Obama arrancó su gobierno cumpliendo la promesa electoral de cerrar la polémica cárcel de Guantánamo, en la isla de Cuba. El mandatario firmó ayer un decreto que estipula un plazo de un año para hacerlo. Cuarenta y ocho horas después de haber jurado como presidente de EE.UU. ordenó, mediante otros dos decretos, que la CIA cierre su red de cárceles secretas alrededor del mundo y que cese el uso de la tortura en sus interrogatorios a detenidos.

Consciente del mensaje que envía a tan poco de llegar a la oficina de la Casa Blanca, Obama explicó su decisión. “Pretendemos ganar la batalla contra el terrorismo, pero lo haremos de forma efectiva y de modo que sea consecuente con nuestros valores y nuestros ideales”, dijo el flamante presidente. Ayer mismo nombró a los enviados de su administración a Afganistán, Pakistán y Medio Oriente.

Estados Unidos todavía mantiene 245 sospechosos de terrorismo en Guantánamo, aunque sólo un manojo de ellos estarían conectados con la red Al Qaida. Ahora quedará por determinar el destino de los presos, si se los libera, se los tiene detenidos en Estados Unidos o si se les da asilo en otro país. Para esto ya se ofrecieron países como Gran Bretaña, Portugal, Francia y Suiza. Según algunas estimaciones, al menos un 20 por ciento del total de presos será liberado.

Uno cuarto decreto está referido a la revisión del caso de Ali al Marri, de origen qatarí y el único “combatiente enemigo” retenido en suelo estadounidense, para determinar si tiene derecho a presentar una demanda exigiendo su libertad.

Edward Luttwak, analista del Centro de Estudios Internacionales y Estratégicos, un think tank en Washington, afirma que la decisión de clausurar el penal es positiva pero a la vez sintetiza la posición de los que plantean dudas. “Si para cerrar Guantánamo se deben transferir los prisioneros a las cortes federales, y como los testimonios están viciados porque se violaron sus derechos y se torturó, los presos van a terminar siendo todos liberados e iniciarán acciones civiles. El problema reside en que entre los detenidos hay jihadistas, o sea fanáticos que volverán a Afganistán, Pakistán o Yemen y cometerán ataques”, señaló a este diario.

Amnesty International, organización defensora de los derechos humanos, saludó la noticia. “Se trata de un paso en la buena dirección. Ahora lo importante será el calendario y las modalidades, ya que la liberación de estos más de 240 prisioneros tiene ya años de retraso”, declaró Irene Jan, secretaria general de AI, con sede en Londres.

Obama también revocó varias decisiones de su antecesor Bush, incluyendo la orden que reinterpreta el artículo 3 de la Convención de Ginebra sobre la tortura. A su vez, prohibió que se siga cualquier orden o interpretación legal emitida por el Departamento de Justicia o cualquier otra agencia gubernamental a partir del 11 de septiembre de 2001.

A partir de esa fecha, la administración Bush empezó a usar su doctrina guerra preventiva, invadiendo primero Afganistán (2001) y luego Irak (2003). Sin embargo, el nuevo mandatario no eliminó las comisiones militares creadas por Bush para juzgar a los detenidos, e incluso aseguró que no descarta su utilización.

Según organismos de derechos humanos, muchos de los detenidos en Guantánamo son de origen árabe y fueron arrestados en Afganistán y Pakistán. Pasaron años sin ser juzgados y se los interrogó con técnicas como el “submarino”, que consiste en simular un ahogamiento.

Por otra parte, se desconoce cuántos de los presos capturados por la CIA fueron enviados a ser interrogados en las cárceles secretas. El jefe de la CIA, Michael Hayden, afirma que serían unos cien.

Uno de los decretos firmados por Obama ordena que los “sospechosos” que permanecen en esas cárceles ilegales sean llevados a territorio estadounidense y presentados ante tribunales regulares militares o federales.

Cuatro presos se suicidaron en Guantánamo y otros detenidos hicieron huelga de hambre. Hace una semana, la funcionaria del Pentágono, Susan Crawford, reconoció un caso de tortura en el penal. La agencia de inteligencia norteamericana usó la coerción para extraerle información a miembros de Al Qaida, incluyendo a Khalid Sheikh Mohammed, de quien específicamente Bush dijo que tras interrogarlo “se salvaron muchas vidas”.

Según el diario inglés The Independent, como alguno de los interrogadores temen que se los procese por crímenes de guerra, ya hicieron desaparecer las grabaciones y los videos de los testimonios recogidos en las cárceles ilegales.

La red secreta de prisiones de la CIA despertó críticas en el mundo. Según un informe de la Unión Europea, la CIA condujo vuelos secretos con prisioneros sobre varios países de Europa, entre ellos España, y envió a presos a países donde se aplica la tortura.

Ayer Obama anunció la creación de un grupo de trabajo para revisar de manera exhaustiva las prácticas de interrogatorio y detención de los presos, incluida la conocida como rendition, es decir la tercerización de la tortura.

mercelopez@pagina12.com.ar

DE JUDEU PARA JUDEU

Abonoon:

Juremir Machado da Silva, para Correio do Povo

Sylvère Lotringer é judeu. Nasceu na França e vive há mais de 30 anos nos Estados Unidos. Leciona na prestigiosa Columbia University. Um ex-aluno seu, Simon Rubin, enviou-lhe uma carta aberta de Francine Kaufmann, professora em Israel, defendendo os ataques a Gaza. Sylvère, que esteve em Porto Alegre em 2008, passou-me a impressionante resposta que deu: 'Caro Simon, obrigado por ter me enviado a bela carta de Francine. Ela precisa muitos aspectos que eu ignorava. Trata-se de uma situação muito dolorosa. É verdade que o mundo não compreende por que os israelenses estão totalmente a favor dessa intervenção feroz contra Gaza, da qual só resultará mais ódio e mais destruição. Não se faz a paz entre dois povos pelas armas. Essa blitz contra Gaza é indefensável e, a longo prazo, irreparável. Não é um passo adiante para estabelecer a paz na região, mas bem o contrário'.
'Sim, é uma situação sem saída e não se pode tratar com o Hamas. Mas é preciso distanciamento para compreendê-la. É necessário admitir que Israel sabotou sistematicamente todas as chances de negociação e tornou impossível a única solução viável: estabelecer dois estados vizinhos, complementares e separados. A política de Israel, na prática, foi a de envenenar a situação para reter ou obter o máximo de territórios, inclusive Jerusalém e arredores. É uma política ‘sionista’ no mau sentido dessa palavra. Não é o nosso sionismo do pós-guerra, idealista e generoso, mas um sionismo que ignora a realidade das ruas. Há, agora, dois nacionalismos, dois ‘fundamentalismos’ em confronto, o islâmico e o ‘sionista’, em termos territoriais e religiosos.'
'Enquanto se continuar a fragmentar os territórios palestinos, para que neles a vida se torne insuportável, prorrogando, assim, indefinidamente, as negociações, não se chegará a lugar algum. É preciso desmontar simultaneamente os dois fundamentalismos para resolver a situação. Do contrário, só se conseguirá fortalecer as posições mais duras do adversário. Não se pode influenciar o oponente pelas armas, mas somente com gestos de paz e demonstrações de abertura, não com meras aparências cosméticas. Para isso, é preciso fazer concessões. Israel, porém, continua recusando-se a fazê-las. Precisei de muito tempo para admitir que o sionismo é um nacionalismo como outro qualquer, não apenas uma compensação das tragédias do passado. A máquina nacionalista está impondo-se sobre qualquer outra consideração. Condena-se nos outros aquilo que se deveria reconhecer em si mesmo, embora não seja fácil. Não se é responsável pelo adversário, mas pelo que se faz. Quando se bloqueia uma situação durante anos, é preciso estar preparado para o pior, que nunca deixa de acontecer.'
'O dilema é simples: quem se recusa a pagar em espaço paga em sangue dos dois lados. Não se pode reescrever o passado, mas se pode tornar o presente aceitável sacrificando-se alguma coisa. A terra de Israel está ensopada de sangue. Não era isso que se esperava na sua fundação. É preciso definir o que se quer: o controle do território ou uma coexistência pacífica. Não se pode ter os dois. Vai o link do texto de um intelectual tunisiano, residente na França, que remete a esse difícil equilíbrio de que tanto necessitamos. Temos de parar de acusar o adversário e tomar consciência do que acontece entre nós mesmos para reativar uma negociação capaz de levar a uma paz boa para todos.' O intelectual judeu Sylvère Lotringer seria um ignorante antissemita?


juremir@correiodopovo.com.br

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Curar el alma


Por Michael Moore, Página/12

Queridos amigos,
¡Qué día feliz!

Luego de atravesar la Edad Media, aquí estamos, en uno de los momentos con mayor carga emotiva que la historia haya presenciado. Barack Obama es nuestra esperanza más grande para tratar de hacer las cosas bien, para tratar de curar el alma de este país y para tender una mano al resto del mundo que contenga una rama de olivo en lugar de un garrote.

Quiero aprovechar esta oportunidad para agradecer a cada uno de ustedes por hacer este día posible. Para muchos, la época de locura que acaba de pasar no empezó hace ocho años, sino hace 20, aquel trágico día en que Ronald Reagan juró como presidente para luego desmantelar nuestro tan querido “gobierno del pueblo” así como nuestra forma de vida.

Para todos ustedes quienes alzaron sus voces y se hicieron oír, que escribieron cartas y marcharon por la paz en todas partes del mundo, que nunca se rindieron: ustedes son los héroes. Muchos de ustedes sufrieron grandes pérdidas económicas. Algunos vieron a sus seres queridos partir en barcos hacia guerras absurdas y brutales en el otro lado del planeta, y muchos vivieron para volverlos a ver ya sin vida. Han sido tiempos duros.

Pero el sol volvió a salir. El infame presidente saliente se fue por la puerta lateral de la historia y ahora seguramente se encuentra en su rancho en Crawford, Texas, listo para venderlo como set hollywoodense y así instalarse en algún barrio exclusivo de Dallas. Me hubiera gustado que, antes de dejar el mando, Bush hubiese emitido un último indulto: el suyo propio y el de Cheney, Rumsfeld y toda la pandilla por todos los crímenes que cometieron desde el 2001 hasta la fecha. Demasiadas leyes fueron violadas; una guerra fue lanzada en nombre de una mentira. Ahora, lo único que necesitamos es justicia.

Es nuestro deber seguir adelante y arreglar el tremendo lío que armamos. Tenemos suerte de tener un nuevo presidente que es inteligente y comprometido a servir a su país. Les pido a todos que se tomen un momento y piensen en qué podemos ayudarlo a que haga mejor su trabajo. Estamos todos juntos en esto. Nuestro país viene de ser destrozado por una administración que decidió violentar la Constitución estadounidense como pocas veces para, finalmente, antes de irse, tratar de robar la mayor cantidad de dinero posible para sus amigos de Wall Street.

Aquí va mi ruego: no dejemos a Obama solo para arreglar tremendo lío. El ya tomó juramento; tomemos uno todos nosotros para tratar de trabajar más duro y así poner fin a estas guerras, implementar un servicio de salud gratuito y universal, salvar al planeta combatiendo el cambio climático, terminar con la pobreza, mejorar la educación y, además, recuperar nuestro gobierno para que éste sea del y para el pueblo, en lugar de y para los lobbistas, banqueros y vendedores de armas.

Finalmente, y como nota al pie, quiero decirles que, si bien no es ningún secreto la avalancha de ataques y odio que recibí por hacer mi trabajo, hoy prefiero callarlas, porque hoy es un día para celebrar, para ser optimistas y tener esperanzas. Otro día les contaré acerca de ello. Simplemente estoy contento de que estemos aquí para vivir este momento.

Les agradezco a todos por su constante apoyo y defensa de la democracia.

Sinceramente, Michael Moore.

O VIAGRA É UM PRODUTO AUTENTICAMENTE BRASILEIRO E EXISTE DESDE O SÉCULO XIX!!!

Bernardo Guimarães:

Por Milton Ribeiro, o Pensador Selvagem

O escritor Bernardo Guimarães (1825-1884), nascido em Ouro Preto, escreveu A Escrava Isaura. OK, mas comecemos a leitura de seu clássico poema Elixir do Pajé.

Que tens, caralho, que pesar te oprime
que assim te vejo murcho e cabisbaixo,
sumido entre essa basta pentelheira,
mole, caindo pela perna abaixo?

Ao mesmo tempo em que escrevia o citado romance e também O Seminarista, O Garimpeiro e O Ermitão de Muquém - todos romances medíocres filiados à vertente regionalista da ficção romântica brasileira -, Bernardo….

Nessa postura merencória e triste
para trás tanto vergas o focinho
que eu cuido vais beijar, lá no traseiro,
teu sórdido vizinho!

…criou uma obra poética dotada de dimensão crítico-humorística incomum em meio aos indianismos, arroubos de eloqüência e subjetividades lacrimejantes do romantismo brasileiro. (Flora Sussekind).

Que é feito desses tempos gloriosos
em que erguias as guelras inflamadas,
na barriga me dando de contínuo
tremendas cabeçadas?

O Elixir do Pajé, assim como o extraordinário A Origem do Mênstruo, só teve impressões clandestinas em folhetos de poucas páginas.

Qual hidra furiosa, o colo alçando,
co`a sanguinosa crista açoita os mares,
e sustos derramando
por terras e por mares,
aqui e além atira mortais botes,
dando co`a cauda horríveis piparotes,
assim tu, ó caralho,
erguendo o teu vermelho cabeçalho,
faminto e arquejante,
dando em vão rabanadas pelo espaço,
pedias um cabaço!

Um escritor da época, Artur Azevedo, nos revela que “de todos os livros de Bernardo Guimarães, o escrito mais popular é um poema obsceno intitulado Elixir do Pajé, que nunca foi impresso com o nome de seu autor. Porém é raro o mineiro que não o saiba de cor. Há na província um sem-número de cópias desse Elixir inútil e brejeiro.”

Um cabaço! Que era este o único esforço,
única empresa digna de teus brios;
porque surradas conas e punhetas
são ilusões, são petas,
só dignas de caralhos doentios.

A edição oficial das “poesias completas” de Bernardo Guimarães pelo Instituto Nacional do Livro, com data de 1959, omite sem (ou com) pudor alguns de seus poemas e mantém uma atitude de incompreensão diante de sua veia satírica e humorística.

Quem extinguiu-te o entusiasmo?
Quem sepultou-te neste vil marasmo?
Acaso para teu tormento,
indefluxou-te algum esquentamento?
Ou em pívias estéreis te cansaste,
ficando reduzido a inútil traste?
Porventura do tempo a dextra irada
quebrou-te as forças, envergou-te o colo,
e assim deixou-te pálido e pendente,
olhando para o solo,
bem como inútil lâmpada apagada
entre duas colunas pendurada?

Mas além de banir a produção satírica e humorística de Bernardo, os critérios românticos também não se ajustavam à sua lírica, nem sempre em consonância com os padrões da época.

Caralho sem tesão é fruta chocha,
sem gosto nem cherume,
lingüiça com bolor, banana podre,
é lampião sem lume,
teta que não dá leite,
balão sem gás, candeia sem azeite.

Coube a Haroldo de Campos, em linhas sumárias mas decisivas, apontar de modo pioneiro a importância deste novo e ignorado Bernardo Guimarães.

Porém não é tempo ainda
de esmorecer,
pois que teu mal ainda pode
alívio ter.

…..

Terá Bernardo descoberto um Viagra indianista e romântico?

Eis um santo elixir miraculoso,
que vem de longes terras,
transpondo montes, serras,
e a mim chegou por modo misterioso.

…..

Com mais de cem anos de clandestinidade e antecipação, o Elixir impõem-se como a manifestação mais integral e debochada daquele indianismo às avessas que Haroldo de Campos teria visto em Oswald de Andrade.

Esse velho pajé de piça mole,
com uma gota desse feitiço,
sentiu de novo renascer os brios
de seu velho chouriço!

…..

No Elixir, uns dos alvos de Bernardo é o ritmo e a retórica de Gonçalves Dias em poemas como I-Juca-Pirama e Os Timbiras. E olha o ritmo do I-Juca-Pirama chegando aí, gente!!!

E ao som das inúbias,
ao som do boré,
na taba ou na brenha,
deitado ou de pé,
no macho ou na fêmea
da noite ou de dia,
fodendo se via
o velho pajé!

…..

E, na sátira ao indianismo, o índio vira sátiro.

Vassoura terrível
dos cus indianos
por anos e anos
fodendo passou,
levando de rojo
donzelas e putas,
no seio das grutas
fodendo acabou!
E com sua morte
milhares de gretas
fazendo punhetas
saudosas deixou…

José Veríssimo declarou que a metrificação de Bernardo é em geral mais rica, mais correta e mais variada que a de outros românticos. E completa dizendo que a forma é também mais clássica, mais simples, mais calma e mais fria. Sintam a calma do próximo trecho.

Feliz caralho meu, exulta, exulta!
Tu que aos conos fizeste guerra viva,
e nas guerras de amor criaste calos,
eleva a fronte altiva;
em triunfo sacode hoje os badalos;
alimpa esse bolor, lava essa cara,
que a Deusa dos amores,
já pródiga em favores
hoje novos triunfos de prepara,
graças ao santo elixir
que herdei do pajé bandalho,
vai hoje ficar em pé
o meu cansado caralho!

Só em Oswald de Andrade (O Santeiro do Mangue) e Gregório de Matos, encontra-se algo próximo a esta grossa prosa de palavrões, erotismo satírico e escatológico, tramada em tão inventiva poesia antipoética.

Vinde, ó putas e donzelas,
vinde a mim abrir as vossas pernas
ao meu tremendo marzapo,
que a todas, feias ou belas,
com caralhadas eternas
porei as cricas em trapo…
Graças ao santo elixir
que herdei do pajé bandalho,
vai hoje ficar em pé
o meu cansado caralho!

…..

Sem mais interrupções, deixo vocês com o final da epopéia.

Este elixir milagroso,
o maior mimo da terra,
em uma só gota encerra
quinze dias de tesão…
Do macróbio centenário
ao esquecido marzapo,
que já mole como um trapo,
nas pernas balança em vão,
dá tal força e valentia
que só com uma estocada
pôe a porta escancarada
do mais rebelde cabaço,
e pode um cento de fêmeas
foder de fio a pavio,
sem nunca sentir cansaço…

Desculpa, tive que interromper novamente. Quinze dias de tesão? O Cialis dá umas 6 horas, o Viagra menos!

Eu te adoro, água divina,
santo elixir da tesão,
eu te dou meu coração,
eu te entrego minha porra!
Faze que ela, sempre tesa,
e em tesão sempre crescendo,
sem cessar viva fodendo,
até que fodendo morra!

Sim, faze que este caralho,
por sua santa influência,
a todos vença em potência,
e, com gloriosos abonos,
seja logo proclamado
vencedor de cem mil conos…
E seja em todas as rodas
d`hoje em diante respeitado
como herói de cem mil fodas,
por seus heróicos trabalhos,
eleito - rei dos caralhos!

Os fragmentos do Elixir aqui publicados foram copiados do livro “Poesia Erótica e Satírica” de Bernardo Guimarães (Imago, 1992). Esta edição tem organização e prefácio de Duda Machado, do qual roubei algumas interrupções que fiz ao clássico Elixir.

VELHO CASTILHISMO


Juremir Machado da Silva, para Correio do Povo

A governadora quer um avião novo para decolar. A secretária estadual da Cultura pretende transformar o Conselho de Cultura num enfeite sem função deliberativa. A secretária estadual da Educação deseja acabar com a eleição de diretores de escola, aumentar o número de alunos em sala de aula, misturar séries, limitar os aumentos salariais, não aceitando piso com salário inicial, e cobrar mais desempenho dando menos condições de trabalho. Quer tratar a educação pública como negócio privado com prêmios aos mais 'produtivos'. Esse é o velho Rio Grande do Sul castilhista apaixonado por um executivo forte e livre. O escritor Benedito Saldanha, presidente da Academia de Artes e Letras de Porto Alegre, acaba de lançar um pequeno livro muito interessante intitulado 'Apolinário Porto Alegre: a Vida Trágica de um Mito da Província'. Apolinário foi educador, fundador de escolas, escritor, intelectual e perseguido político.
Júlio de Castilhos, conhecido como 'gaguinho da Federação', esse mesmo cujo nome aparece em muitas placas de rua, nomes de cidade e de escolas, mandou desencadear uma terrível perseguição a Apolinário, então morador na célebre casa branca do Morro Santana. Por sorte, os atiradores tinham péssima pontaria. Mesmo assim, Apolinário Porto Alegre teve de suportar um exílio de três anos em Montevidéu. Quando voltou, sua propriedade estava em estado precário. O crime de Apolinário era ter opiniões. Ele fundou o Partenon Literário, lutou pela abolição da escravatura, ajudou a alforriar crianças, libertadas no Theatro São Pedro, e sempre defendeu um liberalismo democrático. Quase foi assassinado por isso.
O tempo de Júlio de Castilhos era trepidante. Quando o caudilho Gumercindo Saraiva foi morto, durante a guerra civil de 1893-1895, o jornal A Federação, porta-voz de Castilhos, publicou uma nota reproduzida por Benedito Saldanha: 'Pesada como os Andes te seja a terra que o teu cadáver maldito profanou... Caiam sobre essa cova asquerosa todas as mágoas concentradas das mães que sacrificaste, das esposas que ofendeste, das virgens que poluíste, besta-fera do Sul, carrasco do Rio Grande'. Sem dúvida, uma linguagem apropriada. A cabeça de Saraiva foi colocada numa chapeleira e enviada ao Gaguinho. São nossos heróis. Gente que governava de faca na bota. Não mudou muito. Estamos apenas mais controlados por mecanismos externos. Mas todo governador sonha em mandar de peito aberto sem ser incomodado pelos demais poderes.
Esse negócio de Conselho de Cultura limitando a ação do executivo não convence nossos dirigentes. Diretor de escola eleito só atrapalha. Ter de se explicar por causa da compra de um modesto jatinho cansa. No tempo do castilhismo e do borgismo, os deputados se reuniam três meses por ano para aprovar o orçamento e iam embora cuidar de vida deixando de atrapalhar o déspota esclarecido. Críticos eram tratados com a crueldade que mereciam. A cada um segundo a sua capacidade de alfinetar ou de causar estrago. Deve ser por isso que não tem placa em homenagem a Apolinário Porto Alegre no Morro Santana. Tem uma em honra do último proprietário da casa branca. O que ele fez de importante? Mandou derrubar a residência onde, bem antes de Apolinário, Bento Gonçalves, Neto e outros discutiram a Revolução Farroupilha.

juremir@correiodopovo.com.br

Donde?


José Saramago, para seu BLOG

Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.

DISCURSO DE OBAMA

OBAMA VIGIADO DE PERTO PELA SRA. CLINTON:

Por Álvaro Magalhães

Do discurso de posse do Pres. Obama traduzido, transcrevo dois trechos e faço pequenas provocações.

O primeiro trecho parece deixar claro que a reforma gerencial terminou de acabar. (Me refiro àquela que começa com o diagnóstico da crise fiscal e prega a diminuição do tamanho do aparelho do estado, através de diversas formas de privatização). Pelo jeito, não se trata mais de discutir o tamanho do estado e sim se suas organizaçãoes e programas são úteis (se geram valor público ou estão bem "focados") e se são eficientes. (Pela força que os democratas americanos tem neste debate, isto indica que não haverá mais espaço para discussão "Privatização (novo e moderninho) X Estatização (arcaico e comunista) )". Se não há mais esquerda pra enfrentar o debate, que a direita anuncie que o "game mudou de fase". Já não era sem tempo. Vamos preparar novas apostilas...

O segundo trecho enterra de vez a tal governança corporativa, aquilo que o Brizola imortalizou entre nós como as raposas cuidando do galinheiro. Além de voltar a relacionar justiça social com prosperidade. A volta dos que não foram...

Trechos:

1. "O que os cínicos não compreendem é que o contexto mudou totalmente – que os argumentos políticos arcaicos que nos consumiram por tanto tempo já não se aplicam. A questão que lançamos hoje não é se nosso governo é grande ou pequeno demais, mas se ele funciona – se ele ajuda famílias a encontrar trabalho por um salário justo, seguro-saúde que possam pagar, uma aposentadoria digna. Se a resposta for sim, iremos adiante. Se for não, programas acabarão. E aqueles dentre nós que gerenciam o dólar público serão cobrados – para que gastem de forma
inteligente, consertem maus hábitos e façam seus negócios à luz do dia – porque só então conseguirmos restabelecer a confiança vital entre as pessoas e seu governo."

2. "Nem a questão diante de nós é se o mercado é uma força positiva ou negativa. Seu poder para gerar riqueza e expandir a liberdade não tem paralelo, mas esta crise nos lembrou de que, sem um olho vigilante, o mercado pode perder o controle – e a nação não pode mais prosperar
quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; em nossa habilidade de estender a oportunidade a todos os corações que estiverem dispostos – não por
caridade, mas porque esta é a rota mais certa para o bem comum."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

La ANP denunciará a Israel por crímenes contra la humanidad


Jerusalén. (EFE).- La Autoridad Nacional Palestina (ANP) ha constituido un comité presidencial para preparar denuncias contra Israel por supuestos crímenes contra la humanidad cometidos en la franja de Gaza.

El comité está presidido por el ministro de Justicia palestino, Ali Hasan, y recopila información sobre los ataques contra la población civil en la franja durante la ofensiva israelí 'Plomo fundido', dijo una fuente de la Organización para la Liberación de Palestina (OLP).

Según la fuente, que pidió no ser identificada, "el comité denunciará las violaciones de la legislación internacional no sólo ante tribunales internacionales, sino también en tribunales nacionales competentes para juzgar estos crímenes". "La jurisdicción española es una de las opciones que se están sopesando", añadió.

Más de 1.400 palestinos han muerto, unos 5.500 han resultado heridos y miles han perdido su hogar en la operación militar israelí, que se inició con bombardeos aéreos el 27 de diciembre y fue seguida de una invasión terrestre que ha continuado hasta hoy, cuando las tropas israelíes se retiraron del territorio palestino.

Según Israel, la ofensiva tenía como objetivo minimizar la capacidad de Hamas y de las milicias armadas palestinas de atacar con cohetes las poblaciones del sur de Israel.

"Si hubieran querido ir contra Hamas y frenar el contrabando de armas desde Egipto podrían haber bombardeado toda la frontera y empezar casa por casa a buscar a Ismail Haniye [líder de Hamas en la franja], y no bombardear a la población civil", manifestó la fuente de la OLP.